Como é o concurso de diplomata: 4 mitos sobre o concurso do Itamaraty

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    Clipping
    24/01/2020 . 8 min de leitura

Como é o Concurso de Diplomata do Itamaraty? Em breve sai o Edital do concurso de admissão à carreira de diplomata (CACD) de 2020. Com o Edital, o concurso de diplomata fica em evidência e surgem milhares de aspirantes à diplomacia repletos de dúvidas.

Esse post tem um só propósito: desvendar os mitos mais comuns que rolam por aí sobre o concurso de diplomata do Itamaraty, para que o candidato iniciante tenha uma real dimensão dos desafios que o esperam na caminhada rumo ao Itamaraty.

Não se iludir com relação ao CACD é o primeiro passo de quem quer levar o CACD a sério.

O Clipping CACD não quer fazer terrorismo, mas uma boa dose daquele choque de realidade não faz mal a ninguém, muito pelo contrário… Aqui vão mitos incômodos sobre o Concurso de Admissão à Carreira Diplomática (CACD) que você que está começando os estudos agora precisa conhecer. Ah, e se você tiver dúvidas um pouco mais básicas sobre a carreira diplomática, confira aqui o artigo que escrevemos sobre as 10 mais comuns.

4 mitos sobre o CACD

Veja abaixo a realidade do concurso que é porta de entrada para a carreira diplomática.

1. O trem das 100 vagas no concurso de admissão à carreira de diplomata passou e não volta mais

De 2006 a 2011, tivemos a oferta anual de 100 vagas. Esse período de expansão  foi completamente atípico, já que a regra sempre foi a oferta de algo em torno de 30 vagas anuais para o CACD.

Provavelmente você deve ter ouvido algo aí sobre uma certa Lei que criou mais 400 vagas para o concurso de admissão à  carreira de diplomata, certo? Então, isso significa que podemos esperar para os próximos anos a volta dos concursos de 100 vagas?

Bem… vamos por partes.

Essa lei existe mesmo. Trata-se da Lei nº 12601/12, que cria de fato essas 400 vagas para Diplomatas e nada menos do que 893 vagas para Oficial de Chancelaria. Acontece que a Lei nº 12601/12 estabelece de forma bem clara que essas vagas serão providas de forma gradual mediante a autorização do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, nosso querido MPOG. Não gostaríamos de entrar em detalhes técnicos sobre toda o trâmite burocrático. Aqui, no blog do Clipping, o Diplomata Victor Toniolo descreveu com precisão esse processo neste post.

Fica aqui apenas a mensagem a quem começa essa árdua jornada para o CACD:

É muuuuuuuito pouco provável que vejamos nos próximos anos outros concursos de 100 vagas. Praticamente todo candidato a diplomata que já tem algum tempo de estrada conta com algo em torno de 30 vagas anuais. Se você pretende começar a levar o concurso de admissão à carreira de diplomata a sério é saudável que você aceite: você perdeu o último trem das 100 vagas.


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2. Você não vai passar no concurso de diplomata do Itamaraty “de primeira”

“Mas o que é isso agora?! O Clipping CACD está rogando praga para mim, que nem comecei a estudar para o CACD ainda?!  O Clipping não acredita que eu possa alcançar meus sonhos?!”

Não, não é isso… O Clipping só quer poupar você do erro de investir todas as suas fichas no seu “primeiro ano” de CACD. Isso, sim, poderia te trazer um desgaste emocional e financeiro muito grande. Não vale a pena começar essa jornada até o Itamaraty com o pé esquerdo e um mundo de cobranças nas costas. O concurso de diplomata é um concurso peculiar que não comporta aquele modelo de preparação de curto prazo.

“Ah, mas eu já ouvi falar que há casos de pessoas que passaram “de primeira” no Itamaraty!” 

Sim, é verdade.

Eles são a exceção da exceção. São casos excepcionalíssimos. Além disso, o CACD que essas pessoas prestaram não é o CACD que você vai prestar. O concurso mudou muito nesses últimos anos, os candidatos mudaram muito, a forma de se preparar também mudou. Mas essas mudanças são assunto para outro post.

3. Não, não dá para passar sem investimento!

Você conhece alguém quem conhece alguém que passou no concurso de diplomata nesse últimos anos sem ter tido gasto algum ao longo da jornada da preparação?

O Clipping também não!

Sejamos realistas, é extremamente improvável passar no concurso de admissão à carreira de diplomata atual sem certo nível de investimento. 

“Ah, mas então que não tem recursos pode desistir da carreira diplomática?!”

Não estamos dizendo isso… Mas se você realmente tem esse sonho de entrar para o Itamaraty vai, sim, cedo ou tarde, ter que enfrentar a seguinte escolha: desembolsar ou não desembolsar?

Bem, para começar a brincar de estudar para o concurso de diplomata é preciso ter ideia do quanto você está disposto a investir por uma vaga no Itamaraty. O “investir” aqui não é somente em termos financeiros, mas sobretudo em termos de sacrifício pessoal.

Opinião do Especialista

Perguntamos ao Prof. João Daniel sobre o custo desse sonho de passar no Itamaraty. Ele nos respondeu com essa singela metáfora (a entrevista na íntegra você acessa aqui):

É tipo comprar uma casa. Você pode comprar a casa de 200 mil se parar de comer fora, ir ao cinema, comprar iogurte por muitos anos. Ou você  pode comprar a casa de 100 mil e seguir vivendo normalmente. O Itamaraty é a casa de um milhão. Talvez de dois. Vale à pena? É o que você realmente quer? Se não tiver certeza espera ter primeiro pra depois começar a brincar, a menos que você seja muito rico.  

Isso pode soar desencorajador para quem dispõe de muitos recursos, mas a boa notícia é que, com a evolução do mercado de preparação para o CACD, hoje há opções para todos os bolsos.

Se alguns anos atrás poderíamos dizer que o mercado de preparação para o CACD era praticamente um monopólio, não não dá mais para sustentar isso. Ademais, é política de boa parte dos cursinhos preparatórios a concessão de bolsas.

Enfim, que você vai ter gastos nessa jornada, vai! Mas esses gastos são bem menores hoje do que os gastos que você teria se tivesse começado a se preparar 5, 10 ou 15 anos atrás!

Com a revoluções proporcionada pela internet, ferramentas surgiram e a produtividade e flexibilidade nos estudos se tornou maior. E por mais sem sentido que pareça, tendo um custo menor.

Hoje, muitos dos estudantes trabalham e não têm condições de frequentar um cursinho presencial, buscando uma preparação mais flexível, assistindo à aulas online e estudando de maneira autodidata.

Se esse é o seu perfil, confira dicas de estudo no post: “Como Estudar em Casa? 12 Dicas Indispensáveis!”.

Uma dessas ferramentas é o Clipping, uma plataforma online de estudos especializada em CACD. Os resultados atingidos pelos usuários são bastante expressivos, com notas 20% maiores. Veja o caso do Douglas e como a ferramenta o ajudou na jornada até a aprovação.

A premissa da plataforma do Clipping é que perfeitamente possível estudar com autonomia, por conta própria e gastando pouco.

Você pode conhecer ela melhor clicando no botão abaixo.

4. Você não está disputando 1 vaga com milhares de candidatos no concurso de diplomata do Itamaraty

Todo mundo que faz já tentou concurso publico ou mesmo vestibular tem aquela obsessão com a  relação candidatos/vaga. Essa é a última coisa a que você, que está começando sua caminhada rumo ao concurso de diplomata, deveria se ater.

Peguemos o ano de 2014 por exemplo. Foram cerca  4000 inscritos para 18 vagas, o que daria uma assustadora relação de 1 vaga para 222 candidatos, certo?! E olha que 2014 foi um ano de poucas inscrições, afinal a média de inscritos gira em torno de 6000. Mas será que esses 4000 inscritos estão realmente disputando uma vaga?

Não, não estão! Grande parte dos inscritos compõe aquela massa a que muitos chamam “paraquedistas”. São candidatos que se inscreveram, mas ainda não passaram pelos 3 primeiros choques de realidade que listamos acima. Grande parte desses 4000 são candidatos ainda não conhecem a dinâmica do CACD e acreditam que:

  • vão ser abertas 400 vagas e o MRE vai chamar centenas de excedentes;
  • é possível passar “de primeira” no CACD;
  • é possível passar passar no CACD sem qualquer tipo de investimento;

Estima-se que anualmente os candidatos que realmente se preparam a ponto de disputar uma vaga no CACD são cerca de 600. Lembre-se que estamos falando de 600 extremamente competitivos e muitos deles carregando mais de 2 ou mesmo 3 anos de experiência no CACD.

Você não está concorrendo com milhares de candidatos despreparados, você está concorrendo com algumas centenas de candidatos extremamente bem preparados. Vale que aqui novamente, o clássico instantâneo do Prof. Marcello Bolzan do Ideg: “CACD não é vestibular”.

5. Por favor, não odeie o Clipping CACD…

O Clipping não quer fazer terrorismo ou desencorajar você a seguir o caminho que te leva até à sonhada vaga no Itamaraty. A ideia aqui é justamente desmistificar algumas coisas que no fundo no fundo do seu coração você até já sabe que não são verdade. A jornada que leva até aprovação já é dura demais. Quanto antes você tiver a certeza dessas dificuldades, melhor vai poder se organizar para enfrentá-las.

Se você leu este texto até o final, de duas uma:

  • Você é alguém que está levando o CACD a sério
  • Você é alguém que está pensando em começar a levar o CACD a sério, o que já é um bom começo.

O que é certo é que agora você já sabe onde está pisando. Você sabe que vai ser difícil. Você sabe que vai demorar. Reconhecer isso é um bom começo. O processo seletivo não começa no dia da prova, o processo seletivo começa aqui e agora. Pode soar meio piegas isso, mas acredite: você já está à frente de muitos pelo simples fato de encarar sem ilusões que será uma caminhada árdua até o Itamaraty.

Você concorda com essas verdades incômodas? Tem alguma que não foi mencionada no post? Deixe seu comentário 🙂


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    Uma plataforma de estudos capaz de te ajudar a estudar com autonomia, através de planos de estudo, roteiros de leitura, mapas mentais, resumos e simulados.


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