Jornada CACD | Ep. 02 – CACD na faculdade

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    Clipping
    14/10/2020 . min de leitura

Não conseguiu acompanhar a conversa ao vivo? Está sem tempo, ou a conexão da internet está te deixando na mão? Não se preocupe, porque o Clipping transcreveu para você o bate-papo entre o João, o Rauly e o Romeu.

No primeiro episódio do Jornada CACD, uma série de conversas voltada para pessoas que pretendem começar a estudar, ou que acabaram de iniciar a preparação para o concurso, o Tanguy e o Romeu fizeram um verdadeiro “Raio X” do CACD. 

No segundo episódio, o tema foi a conciliação da faculdade com a preparação para o CACD. Eles bateram um papo bem descontraído e responderam várias questões enviadas pelo chat.

Confere aí!

Veja como foi a conversa

Apresentação

Romeu: Boa noite, amigos e amigas do Clipping! Tudo bem com vocês?  Estamos começando o segundo episódio do Jordana CACD. Meu Nome É Romeu e hoje estou aqui para conduzir um papo interessante sobre os segredos e desafios do CACD.

Ao longo das próximas semanas falaremos sobre as principais dúvidas dos candidatos relacionadas aos métodos de estudos, erros e acertos de quem já foi aprovado e, claro sobre os erros e acertos de quem continua estudando.

Como nem só de CACD vive o CACDista, falaremos, também, sobre o “lado B” da preparação: Família, faculdade, trabalho, vida social e a compatibilização do CACD com outros estudos.

No último episódio, fizemos um Raio-X do concurso. Vocês podem assistir o primeiro episódio no canal do Clipping no youtube. Nosso tema de hoje é “CACD e faculdade: conciliação e complementação”.

Para esse conversa, convidei dois CACDista que vivem essa realidade. Nossos convidados são o Rauly, de Volta Redonda, e o João Lucas, de Brasília.

Rauly gostaria que você se apresentasse, mas quero propor uma forma diferente. Gostaria que você respondesse cinco perguntinhas para que o pessoal tenha uma ideia melhor de você.

  1. Quantos anos você tem?
  2. Qual seu curso na faculdade?
  3. Há quanto tempo você estuda para o CACD?
  4. Qual é sua matéria preferida?
  5. Entre o Barão do Rio Branco e Joaquim Nabuco, com qual dos dois você gostaria de conversar?

Rauly: Bom, tenho 31 anos. Formei-me em comunicação institucional, depois comecei a estudar letras e estou terminando uma pós-graduação em relações internacionais. Comecei a estudar para o CACD em 2017. Entre o Barão e Joaquim Nabuco, gostaria de conversar com o Barão. Sobre minha matéria favorita, gosto muito de geografia, mas gosto de história também.

Romeu: João, agora é sua vez. Vamos lá:

  1. Quantos anos você tem?
  2. Qual seu curso na faculdade?
  3. Há quanto tempo você estuda para o CACD?
  4. Qual é sua matéria preferida?
  5. Entre o Barão do Rio Branco e Joaquim Nabuco, com qual dos dois você gostaria de conversar?

João: Tenho 22 anos. De alguma forma, estudo para o CACD desde 2017, porque meu curso tem muito a ver com o concurso, mas de fato comecei a estudar especificamente em 2018. Minhas matérias favoritas são direito internacional e direito interno.

Mas, prefiro direito internacional, porque essas matérias ajudam a entender não apenas o mundo CACDista, mas o mundo como um todo. Sobre o Barão e Joaquim, eu gostaria muito de conversar com Joaquim, rompendo um pouco com o costume da maioria de querer falar com o Barão.

Descoberta do CACD

Romeu: Bom, vou ter de desempatar essa então. Gostaria de falar com o Barão. Temos 3 internacionalistas aqui. Todos formados em relações internacionais.

Vamos começar para valer? Rauly, como você descobriu que queria ser diplomata? Foi algo que você sempre pensou?

Rauly: Bom, eu tive o contato com essa ideia quando tinha 15 anos. Uma tia avó minha que comentou comigo que eu poderia ser diplomata, por gostar de conversar com as pessoas e de falar idiomas, e disse que achava que eu tinha perfil para essa profissão.

Depois de certo tempo fui amadurecendo e percebi que era o que eu queria mesmo.

Romeu: E você João? Alguma inspiração pela família?

João: Na verdade não. Venho de Goiânia e lá não há uma tradição diplomática muito grande. Não sabia nada sobre diplomacia e nem sobre o concurso.

Vim para Brasília e decidi estudar na UNB. Escolhi o curso que queria fazer e depois decidi que teria de fazer alguma coisa com esse curso que escolhi. Entrei em um estágio no Itamaraty e fiquei até metade de junho de 2019.

Tive experiências positivas e negativas durante meu estágio, entretanto decidi que era o que realmente queria para minha vida. Achei a carreira superinteressante.

Romeu: Que legal que você já teve uma experiência no Itamaraty! Conta um pouco mais para nós um pouco sobre essa experiência. Como foi?

João: Bom, estou no meu segundo estágio no Itamaraty. Estagiei em uma divisão que coordenava negociações comerciais extras regionais: MERCOSUL e terceiros blocos. Estagiei por 9 meses nessa divisão.

Hoje, faço estágio na ABC, a Agência Brasileira de Cooperação, na coordenação geral responsável por projetos de cooperação Sul-ul com organismos internacionais.

Motivação

Romeu: Que legal!

Rauly, o João está nos fazendo inveja com essa experiência que tem no Itamaraty. Rauly, no seu caso, a ideia de ser diplomata veio da sua família e, posteriormente você percebeu que era o que queria para sua vida. Mas e hoje? O que chama sua atenção na carreira?

Rauly: São duas coisas.

Primeiramente, posso servir ao povo, conseguindo investimento e propostas de projetos que possam ajudar a população. Outra coisa que acho interessante é que temos muito déficit de aproveitamento que não é bem aproveitado pela iniciativa privada.

Vejo muitas pessoas nesse concurso que têm muitos talentos que podem ser bem aproveitados no Itamaraty. Pelo menos em meu ponto de vista.

Romeu: E você João? O que te chama atenção na carreira? Em qual área gostaria de trabalhar?

João: Primeiro, gostaria de dizer que o que o Rauly falou é fundamental para quem pensa em seguir uma carreira pública, porque servir ao povo e ao país é a essência do serviço público.

O que mais me chama atenção na carreira diplomática é a variedade de temas que a carreira abrange. Desde de temas comerciais e de meio ambiente, como em temas mais burocráticos.

CACD e faculdade

Romeu: Isso é muito interessante! O Tanguy e eu comentamos sobre isso no último episódio, sobre essa multiplicidade de temas.

Rauly, você está fazendo uma pós-graduação em relações internacionais e uma graduação em letras, não é? Como foi? O que levou você a fazer uma pós? O que veio antes, a decisão de fazer a pós ou os estudos para o CACD?

Rauly: Então, com relação à graduação em letras, eu carrego esse sonho desde os meus 13 anos de idade. Mas, por diversas situações, não havia conseguido entrar no curso.

Consegui entrar em comunicação e resolvi terminar. Nesse meio tempo, conheci o concurso e consegui entrar na graduação em letras, mas no meio do caminho comecei a prestar o concurso. 

Com tudo isso, descobri que poderia fazer uma pós em relações internacionais, porque me ajudaria a prestar o CACD.

Romeu: João, você disse que entrou na faculdade com uma certa noção do CACD, mas em qual momento você decidiu estudar de fato?

João: Eu estava no 4º / 5º período, ainda fazendo meu estágio. Com as experiências que tive durante o estágio, eu percebi que era de fato o que eu queria.

Romeu: Rauly, entendemos que são muitos estudos da sua parte para conciliar com o concurso. Graduação, pós-graduação e CACD. Como você faz para conciliar tudo? 

Rauly: Olha, dá muito trabalho! Esse fim de semana, por exemplo, antecedeu minha semana de prova. É bem pesado.

Quando estava fazendo a pós, precisei segurar bastante meu TCC porque era época de TPS. Fiquei um bom tempo indo dormir 3, 4 horas da manhã para deixar em dia tudo o que precisava.

Fiquei, inclusive, um bom tempo sem ver a cor dos livros do CACD, porque precisa colocar minhas coisas em dia. Não somos máquinas. Às vezes, é preciso dar uma parada e colocar as pendências em dia.

Romeu: Tem de ter um jogo de cintura para conseguir conciliar. Mas é importante ter um cronograma, para que se tenha uma noção das atividades e conseguir organizar tanta coisa.

Como você faz, tem algum horário do dia que você dedica exclusivamente reservado para o CACD?

Rauly: Olha, eu normalmente estudo o dia todo para o CACD. Deixo alguns dias reservados para acompanhar a plataforma do curso de letras e do curso da pós para verificar se há alguma novidade e se assegurar que não haja nenhum tipo de problema.

Confesso que algumas coisas passam desapercebidas, mas, ultimamente, tenho tomado bastante cuidado para isso não acontecer, porque estou em reta final do meu curso e não quero correr o risco de ficar um semestre a mais na faculdade, porque esqueci um prazo aqui ou ali. 

Romeu: João, e você? Como faz para conciliar os estudos?

João: Há períodos mais difíceis que outros. Na época de provas da faculdade é quase impossível ter um período estável para estudar para o CACD. Depende muito do momento. No começo foi mais difícil. Hoje continua, mas está mais tranquilo.

Romeu: Conversei com o Tanguy sobre isso também. No início, é mais difícil mesmo, até o momento que você consegue adaptar melhor sua rotina.

É preciso, sobretudo, ter noção dos seus limites de produtividade. João, com relação ao curso de relações internacionais, você consegue aproveitar algo do curso para ajudar no CACD?

João: O curso de relações internacionais surgiu em Brasília, nos anos 70, com o intuito de auxiliar na formação de alunos para o CACD.

As matérias que estudamos na faculdade tem uma ênfase diferente e não é específica para o concurso. Ajuda, mas não é um estudo direcionado para o CACD.

Romeu: Rauly, quais matérias dos seus cursos que têm mais relação com o CACD?

Rauly: No curso de comunicação e no curso de letras, acredito que o que mais tem a ver com o concurso é a disciplina de história do Brasil, onde nosso professor de comunicação nos ensinou sobre todas as décadas da história do país.

No curso de letras, aprendi redação, interpretação de texto e compreensão.

Romeu: Na prova de português da segunda fase você deve tirar de letra, não é?

Rauly: Mais ou menos. No ano passado tirei 80 e pouco. Ainda sobre as matérias, tenho literatura e ainda aprendo bastante. Estou revendo Machado de Assis, processo histórico da literatura brasileira.

Bom, questões assim são bem tranquilas para eu resolver.

Romeu: Vocês tem algum país em mente em que pensam servir?

João: Ainda não.

Rauly: Também não.

Romeu: Tem de estar aberto para as possibilidades mesmo.

João: O mundo é tão grande. Há várias possibilidades.

Rauly: O importante é estar em um país que eu possa servir o meu próprio país com qualidade.

Disciplinas com maior dificuldade

Romeu: Rauly, ficou claro que português é uma matéria que você gosta, mas assim, qual a matéria que você tem a maior dificuldade?

Rauly: Dois tipos de dificuldade que tenho. Economia e direito. Não estudei direito na faculdade. Economia, porque sempre tive dificuldade com matemática.

Romeu: Economia é uma pedra no sapato de quase todos os CACDistas. Acredito que João não tenha tanta dificuldade com direito, não é?

João: Confesso que não tenho dificuldade com direito e nem com economia. Já comecei meu curso com a matéria de economia. Acabei tendo bastante facilidade com economia.

Minha dificuldade é com geografia. Acho bem chato, mas enfim, a gente desenvolve. 

Romeu: Você curte geografia, Rauly?

Rauly: Sim. Curto sim. Uma das minhas matérias favoritas

Romeu: Joao, alguma outra matéria de relações internacionais te auxiliou na sua preparação?

João: Várias. Inclusive, tive aulas com professores que são autores de muitos livros que estudamos para o CACD.

Mas, como disse, a forma que aplicam a disciplina é diferente da abordagem da prova. É muito mais acadêmico do que voltado para a prova.

Perguntas dos ouvintes

Romeu: Algumas pessoas estão fazendo perguntas pelo chat e gostaria de trazer para vocês.

O Tiago pergunta: “É possível estudar desde o início da faculdade?” Bom, na minha opinião sim. Acho o ideal inclusive. Você concorda, Rauly?

Rauly: Bom, em minha opinião sim, mas é preciso se organizar para que não se prejudique com a faculdade. Conheço pessoas que desejam estudar desde o ensino médio.

É um concurso difícil que exige um alto nível em todas as matérias. É importante que estude desde sempre.

Romeu: É bom que ganha tempo. Muitas coisas acontecem após a formação acadêmica. Começar na faculdade já ganha certo tempo e ajuda na ansiedade.

João, a Joelma Badalada pergunta: “Por quais matérias começar?”

João: Com toda certeza história, por dar uma liga em todas as matérias. Inclusive, foi por onde comecei a estudar. Vai te ajudar com PI, Geografia, etc.

Romeu: E você, Rauly? Concorda?

Rauly: Sim. História vai dar uma boa base. Acho que é interessante começar estudar Francês e Espanhol para ganhar tempo. Há pessoas que acham que sabem, mas não é bem assim. Sugiro começar os idiomas também.

Romeu: Se começar estudar as línguas na faculdade já facilita bastante. João, o pessoal quer saber sobre seu estágio. Como foi para conseguir?

João: No primeiro estágio, enviei o currículo para vários lugares. Fui escolhido com três pessoas. Não houve concurso.

No segundo, precisei fazer uma prova. Depois passei por uma entrevista e fui selecionado. Se não me engano, minha prova foi sobre o contencioso do algodão e a relação com a cooperação Sul-Sul.

Romeu: Rauly, a Rafaela nos pergunta: “Como que se estuda para redação para segunda fase? Como selecionar temas?”

Rauly: Para a segunda fase, eu contratei um professor particular que me ensinou muita coisa. Hoje, acho interessante que uma pessoa tenha um professor particular para corrigir suas redações.

Além disso, é importante ler os manuais. Os temas são difíceis pensar. É mais fácil você combinar com seus amigos que estudam para a prova uma forma de uma propor uma redação para o outro.

Dicas para quem está na faculdade

Romeu: João, se você pudesse dar uma dica para quem está na faculdade e quer começar a estudar para a prova, qual seria essa dica?

João: Minha dica é: Não se sabote! Não se puna! Você só tem um corpo, uma cabeça, etc. Cuide de si.

Romeu: Muito importante conhecer seus limites e saber até onde pode ir. E você, Rauly? Se você pudesse dar uma dica para quem está na faculdade e quer começar a estudar para o CACD, qual seria essa dica?

Rauly: Eu recomendaria pensar bem com relação às línguas. Preocupe-se em estudar, também, as matérias que tenha certa dificuldade.

Depois vai trabalhando com as matérias que caem na prova. Isso vai te ajudar a ter certa base. Depois que terminar o curso, pode pegar um cursinho para ajudar.

Romeu: Boa! Falando em cursinho, gostaria de lembrar que o Clipping vai dar início, na semana que vem, um novo ciclo de cursos extensivos. Começa na terça-feira e abrange todas as matérias do CACD.

Rauly e João, estamos terminando por aqui e gostaria de agradecer a participação de vocês. Foi muito enriquecedor. Espero que possamos continuar conversando ainda mais.

Rauly, João, muito obrigado mais uma vez pela participação de vocês. 

Rauly: Obrigado.

João: De nada. Um prazer.

Bate-papo completo na íntegra

E aí, gostou do bate-papo? Ele foi útil para você entender um pouco mais sobre o CACD e a carreira diplomática?

Então não perca os próximos episódios da série “Jornada CACD” e desbrave o mundo diplomático junto com a gente. 😀

Conhece alguém que iria adorar essas conversas? Compartilhe! 🧡


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