Jornada CACD | Ep. 03 – O que eu faria diferente

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    Clipping
    15/10/2020 . min de leitura

Não conseguiu acompanhar a conversa ao vivo? Está sem tempo, ou a conexão da internet está te deixando na mão? Não se preocupe, porque o Clipping transcreveu para você o bate-papo entre a Anna Lídia, Marina e o Romeu.

No primeiro episódio do Jornada CACD, uma série de conversas voltada para pessoas que pretendem começar a estudar, ou que acabaram de iniciar a preparação para o concurso, o Tanguy e o Romeu fizeram um verdadeiro “Raio X” do CACD.

No segundo episódio, o tema foi sobre como conciliar a faculdade com o CACD. Eles bateram um papo bem descontraído e responderam várias questões enviadas pelo chat.

Desta vez, o bate papo concentra-se no tema: “O que eu faria diferente”. 

Não conseguiu assistir? Não tem problema. O vídeo completo está em nosso canal e transcrevemos a conversa para vocês.

Confere aí!

Veja como foi a conversa

Apresentação

Romeu: Olá, amigos e amigas do clipping! Tudo bem com vocês?

Meu nome é Romeu e estou aqui hoje para conduzir um papo interessante sobre os segredos e desafios do CACD.

Caso você esteja assistindo pela primeira vez ou tenha caído de paraquedas por aqui, gostaria de lembrar a todos que o Clipping é a plataforma mais completa de estudos para quem quer ser diplomata, independentemente do seu nível.

Acreditamos bastante na democratização do acesso ao CACD e, buscamos auxiliar todos os que começam a estudar com autonomia e gastando muito pouco.

Esse é o terceiro episódio do Jornada CACD, uma série de conversas orientadas para pessoas que pretendem ou acabaram de começar a estudar para o concurso.

Ao longo da próxima semana abordaremos as principais dúvidas dos candidatos sobre métodos de estudo, erros e acertos, ouvindo pessoas que já foram aprovadas e outras que ainda permanecem estudando.

Como nem só de CACD vive o CACDista, tentaremos abordar um pouco mais sobre o que chamamos de o “lado b” da preparação que são os temas relacionados à família, trabalho, vida social a compatibilização do CACD com a faculdade

Nos episódios anteriores fizemos um verdadeiro raio-x do CACD e conversamos sobre a realidade de quem tem de estudar para a faculdade enquanto se prepara para o concurso.

Todos os episódios anteriores podem ser conferidos em nosso canal mesmo.

O título do nosso episódio de hoje é “O que eu faria diferente?”. 

Para abordar esse assunto, conto com a presença ilustre da Marina e da Anna.

Anna gostaria que me respondesse algumas perguntas para que o pessoal pudesse te conhecer melhor.

Vamos lá:

De onde você fala? Quantos anos você tem? Qual foi seu curso na faculdade? Há quanto tempo você está estudando para o CACD? Qual sua matéria preferida? Entre o Barão do Rio Branco e o Joaquim Nabuco, com quem você gostaria de conversar?

Anna: E aí, pessoal, tudo bem?!

Eu sou a Anna Lídia. Sou formada em Direito. Tenho 28 anos.

Minha primeira prova para o CACD foi em 2016 e desde então estou nessa luta.

Entre o Barão e o Nabuco eu gostaria de conhecer o Nabuco pelo protagonismo que ele teve no movimento abolicionista. 

Com relação a minha matéria favorita, diria que gosto muito dos idiomas.

Romeu: Tem algum idioma preferido entre Inglês, Francês e Espanhol?

Anna: Gosto de Português e Espanhol.

Romeu: Marina, sua vez de dar o ar da graça. 

De onde você fala? Quantos anos você tem? Qual foi seu curso na faculdade? Há quanto tempo você está estudando para o CACD? Qual sua matéria preferida? Entre o Barão do Rio Branco e o Joaquim Nabuco, com quem você gostaria de conversar?

Marina: Sou de BH assim como a Lídia e o Romeu. Tenho 28 anos, sou formada em direito e estou estudando para o concurso desde 2016.

Acredito que minhas matérias preferidas estão entre história e Geografia. Amo geografia!

Entre Joaquim e o Barão, gostaria muito de conhecer o Barão porque ele tinha um conhecimento muito grande sobre o Brasil e seria muito interessante conversar com ele sobre a visão ampla que ele tinha das coisas. Tenho certeza que teríamos um bom papo.

Descoberta do CACD

Romeu: Marina, quando foi que descobriu que queria ser diplomata?

Marina: Então, desde criança eu queria ser advogada. Era algo que queria mesmo.

Mas durante meu intercâmbio fiz um teste vocacional que era separado por área de interesse. As minhas áreas de interesse que obtiveram maior pontuação foram os idiomas e a área de política. Ambas oferecia diplomacia como possível carreira.

Fiquei impressionada por repetir duas vezes sobre a mesma carreira e percebi que era compatível com direito e decidi seguir.

Romeu: Mas quando começou a estudar, ainda estava na faculdade?

Marina: Não, não. Pensei em fazer a faculdade e achava que seria advogada mesmo. Fui explorando o que a faculdade me oferecia. Trabalhei, inclusive, mas tive que optar. No final de tudo a diplomacia ganhou um espaço maior em meu coração.

Romeu: Ganhou o coração de todos nós.

Quanto a você Anna, quando descobriu que queria ser diplomata?

Anna: Essa pergunta é muito difícil porque sempre foi uma opção cogitada por mim, mas sei quão tortuoso é o caminho até lá. Parte de mim hesitava e parte de mim queria seguir em frente.

Minha trajetória foi bem parecida com a da Marina. Estudei Direito e acreditava que minha carreira como advogada daria certo.

Entretanto, após um ano trabalhando como advogada vi que precisava buscar aquilo que queria e a diplomacia é uma carreira vislumbrante com várias possibilidades de trabalho.

Além disso, outras matérias que gostava de estudar estavam no processo de estudos.

Romeu: Se não me engano você já até teve um gostinho da diplomacia, fazendo um estágio na OEA, não foi?

Anna: Pois é! Fiz um processo seletivo e passei. Lá pude ter contato direto com diplomatas. Conheci a embaixada do Brasil em Washington e foi ali que percebi que de fato era o queria.

Romeu: E como foi o processo seletivo da OAE? Você mandou um curriculum? Te entrevistaram? Como foi?

Anna: Exatamente! Enviei meu curriculum e há uma carta de intenções que precisa ser enviada. Após o envio, ligam para você fazem uma breve entrevista. Logo após isso, avisam de você passou ou não.

Romeu: Por quanto tempo você estagiou por lá?

Anna: Por quatro meses. São programas sazonais que eles possuem no verão, primavera e outono. No inverno fica fechado.

Motivação

Romeu: Fica a dica para quem está nos assistindo. Na semana passada o João falou sobre a possibilidade de estagiar no Itamaraty e agora você com essa possibilidade de estagiar na OEA.

Marina, no seu caso, o que mais te chama atenção na carreira diplomática.

Marina: A possibilidade de poder estudar várias matérias torna a carreira muito dinâmica. Outra coisa é que você acaba fazendo parte da história do Brasil. Isso é muito significante para mim.

Romeu: Isso é o belo da carreira.

Marina, tem todo esse lado bonito e você fez seu teste vocacional. Durante a sua faculdade muita coisa deve ter acontecido, mas como foi ter decidido estudar para o CACD, foi uma escolha fácil?

Marina: No sétimo período do meu curso, já trabalha com muitos clientes internacionais e tinha muito contato com essa área internacional.

No 10 período tive uma conversa com meu orientador do mestrado e acabei tendo que optar em focar no mestrado ou estudar para o concurso. Escolhi o concurso, mas não sei porque. Algo me chamou para isso.

Romeu: A vocação que chama!

Anna, você teve algum ultimato para estudar?

Anna: Acho que foi um processo de idas e vindas. Depois da minha primeira prova busquei outras opções. Logo após meu estágio na OEA decidi completamente estudar para o concurso.

Os estudos

Romeu: É um desafio para todo mundo.

Anna, como foi para você se organizar com relação aos estudos.

Anna: Comecei a estudar de 3 em 3 matérias e fiz algumas buscas na internet para poder ter uma noção das possibilidade de cursinhos online.

Comei por Direito Internacional, Direito Interno e Português.

Com relação às línguas, nunca deixei de estudar. Sabia que o nível precisava ser muito alto.

Romeu: Bom, os idiomas a gente sempre fala que quanto antes começar melhor.

No meu caso, eu logo assinei o clipping porque sempre tive receio de começar a estudar do nada. 

Comecei a me inteirar sobre as notícias internacionais, sobre o conteúdo e sobre o edital que é bem dividido na plataforma.

No seu caso Marina, como você organiza seu estudo prático?

Marina: Comecei da mesma forma que a Anna e mostrei para meus pais como era a preparação porque é um caminho tortuoso. Fiz um levantamento sobre as disciplinas. Estudava uma matéria por vez até conseguir passar pela parte teórica inteira.

Romeu: É bom usar nossos erros para ajudar as pessoas que estão começando agora. Aqui mesmo no Clipping falamos que não tem como estudar todas as matérias de vez. O conteúdo é muito vasto.

Comecei a estudar por História do Brasil, Geografia, Economia e Direito Interno. Sempre atrelado com o estudo das línguas.

A Anna disse que começou a estudar as línguas desde o início. Como foi Anna? Você já era fluente em alguma delas?

Anna: Como disse, tive o privilégio de estudar Inglês desde os 9 anos. São quase 20 anos que tenho contato com essa língua. Francês e Espanhol e vi pouco durante meu intercâmbio, mas não fora algo que me dediquei tanto.

Mas, quando comecei a estudar, fui buscar cursos específicos de idiomas voltados para o concurso. Afinal é diferente quando aprende para se comunicar e quando se aprende para a prova.

Dei muita sorte porque quando comecei a estudar já conhecia pessoas que estudavam que me indicaram bons professores.

Romeu: É muito importante encontrar pessoas que já estão nessa jornada para não ficar perdido.

Hoje a principal dificuldade das pessoas é ter acesso à comunidade de CACDistas. Essa é uma proposta que fazemos com essa conversa.

Anna, como foi sua escolha das línguas? 

Anna: Assim como a Marina, tive sorte de receber algumas indicações de bons professores.

Comecei as três línguas. Me dedico, ainda hoje, bastante a todas elas porque o nível é muito alto.

Horas de estudo

Romeu: É completamente viável estudar.

Sobre horas líquidas de estudos. Vocês definem um teto para estudos diários ou não se preocupam tanto com isso?

Marina: Não conto mais. Me deixava muito ansiosa. Aprendi em meu processo que preciso de certa flexibilidade para conseguir assimilar tudo que estudo.

Estabelecer limites foi o mais importante para mim. Faço minha rotina normal e adapto meus estudos a ela.

Romeu: No início dos meus estudos eu era neurótico. Enganava-me bastante. Estava estudando de uma forma que não conseguir assimilar o conteúdo. No outro dia ficava mais cansado ainda.

E para você Anna, você controla?

Anna: Já tentei de tudo. Já me preocupei com horas líquidas e tudo. Enfim, hoje sigo o que meus professores me orientam.

Tento entregar as atividades em dia, faço as revisões e cumpro tudo que meus professores me pedem. Controlar os horários me deixava maluca.

O que faria de diferente?

Romeu: Marina, olhando para trás com relação a sua preparação, o que você faria diferente?

Marina: Encararia minhas falhas antes. Foi algo que tentei evitar como matérias que não queria encarar e no final viraram uma bola de neve. Falaria para mim: “Seja honesta consigo mesma e dedica-se às matérias que tens mais dificuldades porque você é capaz”.

Outra coisa seria descobrir o que funciona para mim mesma. Durante muito tempo reproduzi o que meus colegas faziam. Demorei a aprender que eles são eles e eu sou eu. O que funciona para eles pode não funcionar para mim.

Romeu: Ao longo do processo você precisa fazer vários testes até chegar à algo bom para você.

Anna, como foi com você?

Anna: Concordo com a Marina. Acho que devemos ser justos com nós mesmos. Se dedicar a os conteúdos que mais gostamos acaba fazendo que deixemos de lado as demais.

Economia, por exemplo, me toma muito tempo porque é uma disciplina que não me dediquei bastante. Hoje me demanda muito tempo.

Diria para mim mesma para estudar mais questões fechadas. Se pudesse estudaria muito mais o TPS.

Romeu: De fato o TPS é a maior barreira que deixa muita gente para trás.

Anna: Acho que nós CACDistas temos algumas máximas em nossas cabeças. Definimos quem é Intermediário, básico e iniciante, mas precisamos entender que o TPS é o principal.

Marina: Interrompendo a Anna um pouco, nós CACDistas acabamos tendo um conhecimento sobre o conteúdo muito grande e, algumas vezes, maior do que o da própria banca. Entretanto é preciso entender a prova. Não adianta ter o maior conhecimento e não entender como a prova é.

Dicas para quem está começando

Romeu: Entender que cada prova é uma prova. Cada ano é preciso encarar o CACD como um todo. São muito comuns pessoas que passaram na primeira fase no ano seguinte achar que vão passar de novo.

Há casos que pessoas deixam de estudar. Isso não pode acontecer. Cada prova é uma prova.

Marina, qual dica você daria para quem está começando a estudar?

Marina: Não se compare! Isso pegou muito em mim. Não se compare e entenda que sua jornada é sua jornada.

Romeu: Quanto a você Anna, qual dica daria?

Anna: Humildade e persistência. 

Romeu: Moças, queria agradecer muitíssimo nossa conversa. É muito importante compartilharmos nossos erros e acertos para ajudar as pessoas que estão começando a estudar.

Pessoal, lembrando que começou hoje o nosso curso extensivo do clipping que aborda todo o edital e cursos de todas as matérias que estão no edital. É uma excelente forma de começar a estudar para o CACD de uma forma bem completa.

Moças, vocês gostaria de se despedir do pessoal?

Marina: Gostaria de agradecer o convite do Romeu  e desejar força para todos que estão nessa caminhada e persistir para que a gente passe.

Anna: Obrigada Clipping, Romeu e Marina. Foi um desafio  participar desse papo. Caso alguém queira mais informações pode me procurar porque acho importante o apoio para a saúde mental. 

Estudem bastante, pessoal!

Muito Obrigada.

Romeu: Obrigado a todos que estão nos assistindo. 

Uma boa semana para todos vocês.

Na semana que vem teremos mais Jornada do CACD e nesta quinta-feira teremos mais um episódio. Abordaremos o assunto de como conciliar o CACD com o trabalho.

Boa noite!

Bate-papo completo na íntegra

E aí, gostou do bate-papo? Ele foi útil para você entender um pouco mais sobre o CACD e a carreira diplomática?

Então não perca os próximos episódios da série “Jornada CACD” e desbrave o mundo diplomático junto com a gente. 😀

Conhece alguém que iria adorar essas conversas? Compartilhe! 🧡


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    Uma plataforma de estudos capaz de te ajudar a estudar com autonomia, através de planos de estudo, roteiros de leitura, mapas mentais, resumos e simulados.


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