Entrevista: Embaixador José Viegas Filho conta suas experiências e orienta Cacdistas

São as últimas horas do Embaixador José Viegas em Brasília. Com mais de 35 anos dedicados ao Itamaraty, Viegas embarca como Representante Especial do Secretário-Geral da ONU, em Guiné Bissau, onde vai liderar um posto com 150 pessoas em país onde a instabilidade política inspira cuidados. Entre a partida e a chegada, em meio a malas e telefonemas, o Embaixador gentilmente abre janela em sua agenda para receber a equipe do Clipping. O resultado dessa conversa sobre carreira, o CACD, sobretudo a prova de redação, o futuro que aguarda os candidatos que chegam agora ao Itamaraty você confere abaixo. O Clipping fez essa entrevista em formato de podcast. Assim você pode decidir se prefere ouvir ou ler a versão escrita.

Só apertar o play abaixo para ouvir o áudio ou clicar aqui para ler na íntegra a entrevista.

📌 José Viegas Filho é atualmente o Representante Especial do Secretário-Geral da ONU, em Guiné Bissau e coordenador pedagógico do Curso LegatoApós mais de 35 anos dedicados à carreira, ocupando postos estratégicos no Itamaraty, onde serviu como Embaixador do Brasil na Dinamarca (1995-1998), no Peru (1998-2001) e na Rússia (2001-2002). Sua atuação profissional não se restringe ao MRE. Foi Ministro da Defesa no Governo Lula em 2003 e 2004 e, logo após essa experiência no governo, voltou à prática diplomática como Embaixador do Brasil na Espanha, cargo que ocupou de 2004 a 2009. Ao longo de sua carreira, Viegas Filho liderou as delegações brasileiras que negociaram a reforma do Tratado de Tlatelolco para a desnuclearização da América do Sul (1992 a 1993) e a proibição mundial de minas terrestres antipessoais (1995 a 1997) e serviu em várias missões diplomáticas de 1969 a 1990 nos Estados Unidos, Chile, Itália, França e Cuba.

 

Aqui abaixo, você acompanha a transcrição da conversa… 

Entrevista do Embaixador Viegas ao Clipping

Embaixador José Viegas: Eu sou José Viegas Filho, embaixador aposentado, entrei no Itamaraty no Instituto Rio Branco em 1964 e me aposentei em 2012. Moro em Brasília e adoro o Itamaraty.

Então estou falando com vocês que são potenciais diplomatas do futuro e as minhas palavras são de entusiasmo, de felicitação a vocês por terem feito uma escolha inteligente e de votos de boa sorte. É verdade que a preparação para a carreira é difícil, é verdade que a seleção é muito estrita, mas também é verdade que quando você estuda você maximiza as suas chances de passar realmente, e que quando você passar você vai sentir que sua vida tomou um rumo.

Não vou dizer nem que mudou de rumo, o que é evidente, mas sua vida tomou um rumo. A carreira é uma coisa que te absorve para o resto da vida, mesmo depois dos 70 anos.

Vejam vocês, eu acabei de ser convidado agora essa semana para ser o representante especial do secretário geral da ONU em Guiné Bissau que é um país que vocês sabem que tem um programa de estabilidade política, um país pobre que recebe cooperação da ONU e eu vou chefiar esse posto, que tem 150 pessoas, por um ano.

Então, estou com 75 anos e continuo sendo diplomata, estão entendendo? Não é uma coisa da qual você possa se desprender da noite para o dia, ao contrário, ela vai te formando, ela vai te dando informação sempre renovada. Vai te dando uma vivência de política internacional que te permite fazer comentários, sobretudo se você gosta do tema. Aliás para você ser um diplomata é essencial que você goste do tema, senão você pode se aborrecer muito.

O tema é amplo, eu me lembro que no primeiro ano do Rio Branco você aprendia, ou pelo menos no meu tempo, aprendia que o diplomata faz 3 coisas: observar, informar e negociar. Você foi para uma embaixada, essa embaixada terá o setor político, o setor econômico, o setor administrativo, setor cultural, etc. Aí você poderá ter o empenho de fazer toda a informação que essa embaixada vai mandar no setor em que você trabalha. Se você já é mais velho, se é Ministro conselheiro, vai fazer a supervisão do trabalho de todos os seus assessores.

Então você vai formando uma cultura muito variada nos diversos aspectos. Você vai conversando no país em que você vai estar quase que sistematicamente com as pessoas influentes do país, com as pessoas talvez mais preparadas do país. Então você tenderá ter uma vida cultural bastante interessante. Sem contar que quando você estiver trabalhando na Europa, enfim, em países ricos, você vai ter acesso aos melhores museus do mundo.

Então, é uma vida que eu recomendo. O salário é bom, o nível de informação é bastante razoável, você vai trabalhar com pessoas bem informadas, o funcionário do Itamaraty, o diplomata sobretudo, mas não só o diplomata, as outras carreiras também. São pessoas que têm uma formação boa e um nível de inteligência superior de maneira que você vai estar sempre bem acompanhado. E não tem corrupção no Itamaraty! 

Clipping: Você saberia descrever o momento mais difícil que você já enfrentou na carreira nesses anos na diplomacia?

José Viegas Filho: Eu nunca enfrentei nenhum momento difícil com a carreira, mas a carreira pode apresentar problemas, o que me ocorre aqui como momento difícil – que nem tão difícil assim – foi quando eu cheguei de Nova York para Santiago do Chile, eu era Segundo-Secretário, no dia 21 de agosto de 1973. Três semanas depois o Governo foi derrubado e o país sofreu uma hecatombe, perdeu 10% da população, em um ano perdeu 25% do produto industrial.

Então esse era um momento difícil, mas aí o que eu descobri? Descobri que era difícil para os chilenos, descobri também que eu sinto uma solidariedade forte pelos chilenos. Mas o que eu descobri que é mais importante, é que você sendo diplomata – isso não é um comentário para um cidadão comum:

Você sendo diplomata, não deve deixar que os seus sentimentos de solidariedade ocupem seu espaço profissional.

Você terá os sentimentos de solidariedade, terá amigos, poderá ajudar as pessoas, poderá dizer o que pensa, mas os seu espaço profissional é como um agente de política externa do Brasil. Naquele tempo inclusive, principalmente, que era governo Figueiredo, quer dizer, o mar não era calmo. Eu vivi no Chile, fui solidário com as pessoas, meus amigos eram todos de oposição, faziam informações para o Brasil negativas sobre o perfil do Governo chileno, mas eu não ia sair dando informação na rua. Não posso fazer isso: sou um diplomata brasileiro.

Então os limites da solidariedade é não expressá-la publicamente. Não interferir nos assuntos que são próprios daquele país e procurar ter uma relação de amizade.

Um outro conselho genérico, se é que eu posso continuar nesse nível, seria o seguinte: uma das características mais importantes ou mais agudas de um diplomata é saber sair de uma briga antes que ela comece. Isso requer um certo aprendizado, mas com 35 anos já dá para fazer isso.

Você vê qual é a posição de um, você vê qual é a posição de um e qual é a posição de outro. Você vê que vão brigar, você vai embora… não fica ali.

Você não dá opinião sobre um assunto muito controverso a não ser que você tenha que dar opinião em uma reunião internacional, aí você dá a opinião, mas em uma conversa você não está obrigado a dar opinião. Você é um homem livre, você não está obrigado a dar a sua opinião. E aí vai conhecer as pessoas. É uma vida muito agradável, eu se tivesse 20 anos hoje faria de novo.

Clipping: Tem algum fato cômico que destacaria ao longo desse tempo de carreira?

José Viegas Filho:Cômico?

Clipping: É, sempre tem…

José Viegas: Tem um fato cômico. Eu uma vez fui apresentar credenciais… a carreira vocês sabem, tem vários níveis, Terceiro-Secretário, Segundo, Primeiro, Conselheiro,Ministro de segunda categoria, Ministro de primeira categoria. O ministro de primeira categoria é o embaixador, o embaixador é o ministro da primeira categoria, é a mesma coisa. Então, o embaixador quando chega no posto tem que apresentar as cartas credenciais que o credenciam como o embaixador do Brasil naquele lugar. Eu tive 5 postos na carreira.

E essa entrega de credenciais é uma das cerimônias mais estritas da carreira diplomata e em um dessas, eu não vou dizer qual, porque me dá vergonha, eu fui na presença do chefe de Estado e eu tinha esquecido as credenciais em casa, aí rapidamente eu falei com o cara que estava me acompanhando: "esqueci", ele me trouxe uma pasta rapidamente com um papel branco dentro, então eu pude fazer entrega dos papéis brancos.

 

Clipping: Na cerimônia?

José Viegas Filho: É, na cerimônia, e o chefe de Estado naturalmente olhou aquilo, me olhou, mas entendeu na hora e pronto, continuamos…

O engraçado é que nesse país o tal Chefe de Estado respondia às minhas perguntas em português e o Chanceler não sabia falar português. Então eu dava minha resposta em inglês para não ficar falando português com o Chefe de Estado excluindo o Chanceler da conversa. Então são essas coisinhas…

Então, para somar esse comentário, o diplomata  tem que ter muita vivacidade, tem que ter muita presença de espírito, tem que ter flexibilidade, tem que reagir no momento…

Por exemplo: você é um Conselheiro, está trabalhando em Londres e chefia o setor cultural, aí você convida seus amigos e dá um almoço… Você não vai fazer um discurso nesse almoço sobre Política Externa Brasileira, você pode falar sobre o que você quiser, inclusive sobre a Thai Gallery, ou sobre a sua ideia de como seria bom fazer uma cooperação Brasil-Inglaterra, mas você não vai fazer um discurso formal porque a era do discurso formal está acabando.

É muito diferente o discurso em uma cerimônia do que o discurso em uma reunião internacional…

Agora, se você está na ONU e você vai fazer um discurso sobre a mudança do clima, você não vai improvisar nesse discurso… Você vai ter escrito o discurso 2 ou 3 dias antes, mais até para mostrar ao seu chefe. Se você for secretário conselheiro, e aí você lerá o discurso que será escrito em uma linguagem inteligível para todo o mundo… Não pode ter palavra muito difícil nem conhecimento demasiado especializado, senão as pessoas não entendem. E terá uma duração prevista lá de 15 minutos e tudo mais.

Discurso formal só o discurso do Presidente da República na ONU ou quando você toma posse de uma cadeira, você foi nomeado… Não no meu caso, não vou fazer um discurso solene, vou fazer um discurso de quem chegou no posto, entende?

Esse excesso de formalidades que caracterizou a diplomacia no Século XX hoje está em regime de atrofia…

O próprio vestir das pessoas, você reparou, hoje em dia aqui em Brasília quem é que usa terno e gravata? Diplomata, Advogado, Parlamentar e Ministro do STF, o resto não. Político não usa mais gravata, talvez até use uma vez ou outra nas reuniões que se exige, mas para dar declaração não usa mais.

Então não pensem vocês que diplomacia é um lugar bom para quem é pernóstico. Não, você tem que ser uma pessoa, deve ser uma pessoa tão simples quanto possível, sabe?

O que importa é sua inteligência, sua cultura, sua expressão, sua capacidade de expressão, você não vai falar um português torto, vai falar um português certo, mas você não vai falar um português difícil demais, esnobe, que vai deixar a pessoa meio constrangida. Então você tem que ser tanto quanto possível, uma pessoa normal sem ser uma pessoa normal.

 

Clipping: É difícil achar o ponto do meio termo, não é?

José Viegas Filho: Sim, você vai aprendendo, quer dizer, é uma carreira autoexplicativa, muitas coisas você quando entra na carreira não só não tem a tarimba, como muitas vezes não sabe. Você aprende e ao aprender você vai preparando uma sopa nova com vários ingredientes que ao logo da sua carreira você vai formando.

O momento mais difícil da carreira, o mais, digamos, crucial é o exame de entrada, é o exame de admissão.

Vocês têm informação  sobre isso, eu não preciso dizer que são 10 matérias e tudo mais, tem que ter uma média, tem que estudar bastante… Se você não estudar você não vai passar, não há sorte que te faça passar no exame do Insituto Rio Branco, se você não tiver estudado. Se você estudou, com sorte você passa, sem sorte você não passa.

Então, você tem que estudar com rigor, com método, com horário pré-estabelecido se possível, e consolidar bastante, fazer as provas. É bom que você pertença a um curso desses que dá aulas, eu, por exemplo, tenho um curso.

Vou aproveitar e fazer propaganda aqui, chama-se Legato, nós temos um conjunto de 11 professores que dão os cursos em cada matéria do exame vestibular de acordo com o programa do exame, ou seja, só falamos aquilo que pode cair no exame.

E quem são esses professores? São embaixadores, são Conselheiros, são diplomatas que conhecem esses assuntos e que podem até dar informações ou palpites como eu dei agora sobre como responder tal pergunta, sobre certos macetes que você tem que conhecer ao fazer uma redação, está entendendo?

Pertencer a um curso, no caso do nosso curso é um curso não presencial que fornece cursos específicos, curso de direito são 10 horas de aulas de direito, seguindo o programa, cursos de história diplomática do Brasil.

Quem dá aula de história diplomática do Brasil? O embaixador Synesio Sampaio Goes Filho, que é autor de sei lá quantos livros sobre história diplomática do Brasil. Um deles é considerado obra prima do assunto, que se chama "Navegantes, bandeirantes e diplomatas", um livraço bem escrito. Você compra o curso e vai ver o Synesio falando no livro dele, essas coisas o curso lhe dá e uma interação com a nossa plataforma pela qual você poderá perguntar e receber respostas.

Por exemplo, se você estiver fazendo uma redação em uma prova, resista a tentação de mostrar ao professor que vai corrigir a prova que você é um cara superinteligente. Não é isso que ele quer ver em você, ele quer ver o que você conhece daquele assunto, é isso que ele vai julgar. Vai julgar se você escreve bem e desconta pontos se você não escreve bem

Agora, erudição excessiva: não. Eu volto a dizer isso para dar um ar democrático mesmo ao Itamaraty que é um lugar democrático. O Itamaraty tem projetos como esse meu que estou chefiando que procura prestigiar os alunos negros, os alunos de minoria e assim deve ser o Itamaraty porque assim é o Brasil e o Itamaraty tem que ser um espelho melhorado do Brasil lá fora, mas melhorado no bom sentido da palavra. Então resista a essa tentação. Não desenvolva teses novas, essas teses o cara não conhece, a chance do professor não gostar é 70% ainda que seja uma tese muito boa.

Faça provas conservadoras, procure dividir em parágrafos de cinco linhas digamos, sete quando é manuscrito.

Faça provas bem ortodoxas, que sejam fáceis para o professor corrigir. Isso eu aprendi quando eu tinha 18 anos, acho que é bom, é continuar aprendendo.

Você quando vai fazer uma redação e recebeu o tema sobre o qual você vai escrever, a primeira coisa que você deve fazer é enumerar, sem nenhuma preocupação em ser coerente na ordem de evocação dos temas, enumerar o que te veio à cabeça, o que você acha que é bom falar sobre esse assunto, ou qual é a estrutura do tema. Você faz um esquema do que você vai escrever. Quando você tiver esse esquema em 10 minutos, digamos, resolvido, aí você faz a sua, já sabendo o que vai haver no parágrafo seguinte, já encadeando com o parágrafo seguinte. Aí você vai passar no exame.

Clipping: Muito bom. Para finalizar gostaríamos de fazer 3 perguntas rápidas de respostas bastante rápidas que a gente sempre faz, nós já entrevistamos o embaixador José Estanislau entre outros. A gente sempre pergunta qual o embaixador te inspira, um diplomata na história  (sem ser o Barão do Rio Branco para fugir um pouco do clichê).

José Viegas Filho: O primeiro que me ocorre é o Embaixador Paulino José Soares de Souza, que foi chanceler do Brasil em duas ocasiões, uma em 43 e a outra em 48 e ele sedimentou a nossa política no Rio da Prata. Vocês se lembram da Guerra da Cisplatina, que foi ruim para nós, tivemos que abandonar ali, ficamos 15 anos fora do Prata, depois o Paulino consertou isso e deixou o Brasil em uma boa posição.

Ele formulou uma política externa para o Brasil, executou essa política e essa política se tornou permanente, basta isso para você ver a importância dele.

O Barão naturalmente fez a mesma coisa 50 anos depois.

O Silveira, Antônio Francisco Azeredo da Silveira, ministro de 1974 a 78, Governo Geisel, mudou a política externa brasileira, o Governo estava vacilando, o Governo era militar, então teve aquele negócio de operação de paz na UEA na República Dominicana, o Brasil foi uma operação antipática, derrubou um governo democrático para colocar um governo de força no lugar e o Brasil foi comandante dessa força.

Então a nossa política externa estava à deriva e o Silveira chegou e organizou uma política externa com ajuda de outros diplomatas que eu também posso mencionar nessa lista de personalidades como por exemplo Ronaldo Sandenberg que foi ministro duas ou três vezes de diferentes governos, foi embaixador junto à ONU duas vezes. Ronaldo e eu fizemos a súmula da política externa quando o Guerreiro era ministro de Estado.

E assim vai, depois a política externa teve Celso Amorim como grande Chanceler. Depois com a crise a partir de 2014 ou 2016 a nossa política externa entrou numa espécie de hibernação talvez, hibernação é muito dizer, porque claro, continua existindo, mas em termos de iniciativas, em termos de acordos novos ou de participação em conferências internacionais o nosso interesse caiu muito.

Então eu quero dizer isso para vocês, quando vocês forem diplomatas. A partir desse momento,

vocês vão ter direito integral às suas opiniões políticas pessoais, mas vocês não vão poder colocar isso em um discurso do Presidente da República,

vocês vão fazer um discurso para o Presidente da República conforme a política externa do Brasil no momento, vocês vão fazer um discurso de posse do embaixador conforme a política que é corrente.

Agora, vocês têm que ter uma visão maiúscula da política externa, se você não puder falar com confiança na política do momento, fala da história da política externa no Brasil. Eu acho que eu posso dizer que pelo menos em termos de um período de 500 anos que o Brasil tem uma história única, uma história de política externa única.

Por exemplo, Brasil é o único país do mundo que tem 10 vizinhos ou mais de quatro vizinhos e que vive a 140 anos em paz com todos ao mesmo tempo. Nenhum país pode dizer isso, só o Brasil, ele é o único. Então o Brasil foi o penúltimo país que acabou com a escravidão, mas é um dos poucos países que formou ou tentar formar uma democracia racial respeitável.

O Brasil é um país que respeita todos os tratados internacionais de que é parte e que faz questão de basear suas relações em tratados. Por exemplo, nenhum país do mundo tem seus tratados de fronteira resolvidos sob a forma de tratados com todos os seus vizinhos, sendo eles múltiplos.

Então você tem uma política externa que mostra que o Brasil, que os Governos brasileiros na maior parte das vezes têm uma noção muito clara do papel internacional do país, nós somos a favor da democracia internacional, nós somos a favor da igualdade de gênero, de etnia e de tudo mais.

Nós somos a favor do diálogo, da negociação, somos contra a violação do direito, nós somos a favor da carta da ONU.

Eu acho que nenhum país do mundo poderá dizer que fez mais pela boa convivência internacional do que o Brasil, então essa é uma herança que a gente tem que carregar para o futuro, e é uma herança leve até voadora.

Clipping: Muito bom. Perfeito. Para finalizar, um livro de cabeceira que você volta algumas vezes a consultar.

José Viegas Filho: Life 3.0, MaxTegmark. Escrito em inglês, não foi traduzido, é um livro sobre inteligência artificial.

 

Ouça a entrevista completa pelo soundcloud do Clipping e, claro, aproveite também conferir os resumões de atualidades que postamos por lá 😍

Bons estudos e Keep Clipping!