Mudanças no CACD 2019?

  • Clipping
    22/11/2018 . 18 min de leitura
mudanças cacd 2019

Candidatos bombardearam (no melhor dos sentidos) o Mural do Clipping com uma discussão sobre como ficará o CACD 2019 na atual conjuntura pós-eleições no país.

Antes as eleições, a discussão já tinha rendido mais de 60 comentários, gerando um incômodo positivo no sentido de convidar os candidatos a investigarem o que pode e o que não pode mudar no CACD a partir do início do termo no novo presidente eleito. Após as eleições e com a indicação do nosso novo Chanceler Ernesto Araújo ressurge a discussão.

Que rumos tomarão o CACD 2019?

Esse é o tópico abordado no Blog de hoje…

Analisamos ponto a ponto nesse artigo que ficou dividido assim:

  1. Vai ocorrer CACD?
  2. Teremos mudanças na estrutura do CACD 2019?
  3. Qual é a influência na troca de governos no CACD 2019?
  4. Prova oral no CACD 2019?
  5. Prova de cultura geral no CACD 2019?
  6. Prova de Francês e Espanhol no CACD 2019?
  7. Volta da bibliografia oficial no CACD 2019?
  8. (Re)estudar tudo com fontes de estudo para o CACD 2019?
  9. Uma nova Diretora à frente do CACD 2019?
  10. Conclusões

Vamos às questões!

1. Vai ocorrer o CACD 2019?

Respondendo diretamente à questão sobre a periodicidade do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD).

A seleção para a carreira diplomática, a cargo exclusivamente do Instituto Rio Branco, é uma das mais tradicionais do País, tendo-se realizado anualmente – em alguns casos até duas vezes por ano – desde 1946.  

O CACD é realizado todo ano ininterruptamente desde 1946. A citação acima é retirada do site oficial do Itamaraty. Trata-se de informação oficial, verificada e amplamente disseminada. Ainda assim, como todo ano temos CACD, temos também aqueles boatos tradicionais no sentido inverso: “esse não terá CACD pois ...”.

Fizemos o vídeo abaixo para investigar, em perspectiva histórica, os riscos de não ter CACD. Dá um play aí..

A conclusão a que se chega é que, tendo em vista o histórico de realização do CACD, é mais do que razoável afirmar que, sim, o CACD vai ocorrer também este ano. Com relação a realização do CACD não há grandes dúvidas.

Sabemos que o CACD será realizado, mas é provável que haja mudanças na estrutura do concurso?

Vamos a essa questão…

2. Mudanças na estrutura do CACD?

Começando do óbvio…

Algo que é essencial ressaltar é que a diplomacia é uma política de Estado e não de Governo.

Dizer que diplomacia é uma política de Estado é dizer que, apesar de mudanças que possam ocorrer de governo para governo, a atuação do Itamaraty é marcada pela predominância da continuidade em detrimento de mudanças bruscas.

Os governos passam, o Itamaraty fica…

Isso também não é exatamente novidade para ninguém. Já sabemos que a Política Externa Brasileira (PEB) é uma política de estado. No entanto,  o recrutamento de diplomatas, em si, é uma política de estado e, por consequência, sujeito à mesma lógica de continuidade em detrimento de mudanças?

Eis a questão: é ou não é o processo de recrutamento de diplomatas uma política de estado?

Embora  sempre tenha havido o consenso de que o Brasil precisa dispor de um corpo de funcionários especificamente recrutado e capacitado para realizar a política externa, de acordo com o Itamaraty é a partir da criação do Instituto Rio Branco, em 1945, é que há uma a sistematização do recrutamento de pessoal  para o serviço exterior e que esse recrutamento ganha contornos de Política de Estado no Brasil.

O desenho atual do CACD é resultado de inúmeros ensaios e tentativas de conformar um padrão de recrutamento de diplomatas. Pelo histórico do Instituto Rio Branco no site do Itamaraty, fica claro que o processo de seleção de diplomatas feito por meio do CACD é fortemente marcado pela continuidade e que essa característica é respeitada incondicionalmente pelos governos que se sucedem.

Continuidade não é sinônimo de imutabilidade. Como veremos adiante, pode sim haver mudanças no concurso.

Investigamos quando e como elas ocorrem no próximo tópico.

 

3. Influência da troca de governos no CACD

A troca de governo e Chanceleres muda algo no CACD?

Historicamente, mudam-se os Presidentes e mudam-se os Chanceleres. Isso é natural, é esperado. Isso acontece não só no Brasil, mas no mundo todo de forma geral…

O Barão do Rio Branco é o único caso na História do Brasil de um Chanceler à frente do Itamaraty durante várias presidências de forma contínua. [ver infográfico sobre Chanceleres aqui]

Essa dança de cadeiras dos Ministros das Relações Exteriores é decorrência natural da mudança de governos. Clique à esquerda para relembrar como a fila tem andado nos últimos anos.

Galeria de ministros das Relações Exteriores do Brasil

 

Com a troca de Ministros das Relações Exteriores é natural também que haja reacomodações na alta cúpula do Itamaraty, em cargos-chave como Secretário-Geral das Relações Exteriores, Sub-Secretários-gerais…

Ah, Clipping com essas mudanças de Ministros das Relações Exteriores, o cargo de Diretor Geral do Instituto Rio Branco muda logo de cara também, certo?

Não! Não é bem assim…

Historicamente, as reacomodações na alta cúpula do Itamaraty não costumam implicar necessariamente em mudanças imediatas na Diretoria do Instituto Rio Branco, que é responsável pelo Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) . O início e término dos mandados dos Diretores do Instituto Rio Branco raramente coincidem com o início e término de um mandado presidencial ou com a gestão de um determinado Chanceler.

Por outro lado, cada Diretor do Instituto Rio Branco deixa sua marca e introduz alterações e ajustes pontuais no processo seletivo em algum momento ao longo de sua gestão, mas sem mudar bruscamente a estrutura do certame.

Portanto, pode-se dizer, sem receio de incorrer em exagero, que a continuidade do processo de seleção dos diplomatas brasileiros apresenta elementos de permanência que transcendem até mesmo as mudanças de Chanceleres. Como recordou o último Diretor do Instituto Rio Branco, o Embaixador José Estanislau, declarou que entrevista ao Clipping CACD:

Há mudanças no concurso, mas se examinarmos sua evolução nos últimos 30, 40 anos, os elementos de permanência são muito mais importantes do que os de mudança.

Sobre os elementos de permanência do CACD, é importante destacar que eles se mantêm mesmo ao longo de mudanças políticas profundas.

O Embaixador Antônio Camillo de Oliveira foi o diplomata que conta com mais tempo à frente como Diretor do IRBr, de 1956 a 1966. Ao longo desses 10 anos, caracterizados por uma progressiva polarização da política interna, por mudanças de ênfase na política externa brasileira e inclusive pelo contexto do Golpe Militar de 1964, a estrutura do CACD e o conteúdo cobrado no edital do CACD permaneceu praticamente inalterada.

De forma análoga, a Embaixadora Thereza Quintella, esteve à frente do órgão de 1987 a 1991. No período imediatamente anterior e posterior à Redemocratização de 1988 não se constatem mudanças substanciais na estrutura e no conteúdo cobrado pelo concurso ao longo dessa período

Para ficarmos em um exemplo mais recente, o Embaixador João Almino, que assumiu o Instituto Rio Branco em 2001, no governo FHC, foi também responsável por conduzir a realização do CACD 2003 e o de 2004, já no governo Lula.

Historicamente, a estrutura básica do concurso não muda, nem mesmo com as mudanças políticas mais profundas.

 

Diretor Período Prova oral Cultura Geral Francês e Espanhol Bibliografia sugerida Exemplos
André Mattoso Mai/1995-set/2001 PI, Inglês e Português  sim  – sim

TPS

Discursiva

João Almino Set/2001-jul/2004 Pi, Inglês e Português  sim  –

TPS

Discursiva

Fernando Reis Set/2004-fev/2010  Discursiva sim

TPS

 Discursiva

ESP / FRA

Georges Lamazière Fev/2010-abr/2013

Discursiva

TPS

Discursiva

FRA / ESP

Gonçalo de Barros Jul/2013-mai/2016  – Objetiva TPS

Discursiva

 FRA /ESP

José Estanislau Mai/2016-out/2018 Discursiva

TPS

Discursiva

FRA-ESP

 

Ah Clipping, mas como assim o CACD não muda. Na tabela acima consta que antes tinha até prova oral!

De fato. O quadro acima ressalta algumas mudanças recentes que ocorrem no CACD como

  • Fim da Prova Oral;
  • Fim da ênfase em cultura geral no TPS;
  • Reintrodução do Francês e introdução do Espanhol;
  • Reintrodução da bibliografia sugerida

Embora importantes, nenhuma das mudanças acima significou mudanças estruturais no desenho do concurso. Lembrando novamente as palavras do Embaixador José Estanislau em entrevista ao Clipping:

O concurso do Itamaraty tem ênfase em Línguas Estrangeiras, Português, História, Geografia e, em menor grau, Economia e Direito. Isso define o desenho do concurso desde sempre e não muda, porque essas disciplinas são as ferramentas essenciais com que um diplomata deve contar. O que pode se alterar é uma ênfase pontual aqui ou ali. Pode-se, digamos, reequilibrar dentro de uma mesma equação essas disciplinas, com pesos um pouco diferentes. (…) Desse núcleo de matérias ele não sai. Não tem por que sair.

Imaginemos um cenário em que todas essas mudanças mapeadas na tabela acima viessem a sofrer novas alterações. Nesse caso, teríamos um cenário de alteração estrutural do CACD?

Vejamos ponto por ponto…

 

4. CACD com Prova Oral

É possível que volte a prova oral?

É possível, mas é improvável

Há avanços conquistados e reconhecidos sob a gestão do Embaixador José Estanislau, sobretudo em matéria de transparência. É um pesadelo logístico garantir transparência e lisura em uma avaliação oral, amplamente criticada por padecer de subjetividade na correção nos certames em que ainda é aplicada, como o da Magistratura.

Convenhamos: ninguém quer a volta da prova oral, sobretudo pelo inconveniente da subjetividade na avaliação e pelo fantasma da judicialização do certame com enxurradas de mandados de segurança questionando a aplicação dos critérios de avaliação da prova oral e eliminações.

No entanto, é importante reconhecer que o conteúdo exigido anteriormente nas provas orais são referentes a matérias tradicionalmente cobradas há anos no CACD e com as quais, pelo menos em avaliação escrita, os candidatos tem ou deveriam ter familiaridade como Português, Inglês e Política Internacional.

De forma alguma estamos aqui fazendo apologia da avaliação via prova oral, cujo retorno significaria retrocesso em termos de transparência e segurança (jurídica inclusive) que as últimas gestões à frente do IRBr tem conquistado.

Fica, no entanto, a ressalva de que a prova oral significa uma introdução do critério de avaliação (oral) e não exatamente uma mudança na estrutura do concurso e nas disciplinas do concurso.

 

5. CACD com prova de Cultura Geral?

Embora o termo “cultura geral” cause calafrios em meio à comunidade de candidatos ao CACD, é importante entender exatamente que tipo questões de Cultura Geral eram cobradas no CACD.

Vejamos um exemplo do CACD de 2003:

 

 

Convenhamos: tem muita questão de ENEM mais difícil do que essa acima.

Ah Clipping, mas as provas de Cultura Geral da década de 90 eram mais difíceis.

Ok. Vejamos outro exemplo então:

 

 

Não é exatamente rocket science para quem estuda para o CACD hoje em dia, certo?

Qualquer CACDista que tenha feito seu dever de casa e passado pelas leituras básicas da preparação nos últimos anos tem plenas condições de enfrentar uma das questão de Cultura Geral acima…

Resumo da ópera: não subestime sua cultura geral cacdística, nem superestime o que a banca possa vir a cobrar. Com exceção de um passado remoto, em que era cobrado no CACD um conhecimento enciclopédico e doses pesadas de erudição, Cultura Geral nunca foi um problema no CACD.

Na verdade, hoje em dia, embora não conste exatamente no Edital do CACD  sempre rolam questões de Cultura Geral na prova de História Mundial, cobrando noções gerais do romantismo, as escolas literárias, vanguardas europeias…

Essas questões que vemos hoje normalmente no CACD  são, inclusive, consideradas por boa parte dos candidatos mais difíceis do que as que rolavam à época em que Cultura Geral era exigida expressamente no Edital.

Ter ou não ter cultura geral no CACD não é, portanto, uma mudança estrutural no concurso.

 

6. Prova de Francês e Espanhol no CACD

Chegamos no CACD 2018 com provas abertas de Francês e Espanhol em moldes bem mais complexos do que tínhamos em anos anteriores.

Nos últimos anos, as provas de Francês e Espanhol normalmente são as provas em que mais incidem mudanças pontuais com as trocas de gestão no Instituto Rio Branco. As  provas de Francês e Espanhol do CACD de 2012, por exemplo, eram discursiva e consistiam em respostas de até 10 perguntas abertas de interpretação de texto a serem respondidas em 5 linhas. Em 2013, passaram a ser objetivas e assim permaneceram até 2016, até voltarem a ser discursivas com uma uma estrutura análogo à prova de Inglês como são hoje as provas de Francês e Espanhol do CACD 2018.

De qualquer forma, é importante ressaltar novamente um outro ponto importante trazido pelo Embaixador José Estanislau:

Uma coisa eu preciso deixar muito claro: eu acho que o domínio pleno de línguas estrangeiras é uma prioridade para diplomatas. (…) É ferramenta sem a qual não se pode trabalhar. Independentemente do método de avaliação, é prioridade do diplomata saber línguas, a começar pelo Inglês.

O método de avaliação de Francês e Espanhol tem mudado bastante ao longo dos últimos anos, o que não pode mudar é o fato de que línguas devem sim ser prioridade para qualquer candidato. Isso fica muito claro se comparamos o desempenho médio dos candidatos aprovados no CACD 2018 com o desempenho médio dos candidatos que ficaram de fora das vagas no CACD.


💡 

Os clippings diários disponibilizados aos assinantes na plataforma do Clipping CACD contam com uma seção chamada “Línguas Estrangeiras” em que são selecionadas uma leitura em Inglês, outra em Espanhol e uma outra em Francês, diariamente. Aconselhamos fortemente aos candidatos que façam a leitura dessa seção diariamente.

Embora possamos ter novas mudanças no critério de avaliação de Francês e Espanhol, é pouco provável que Francês e/ou Espanhol sejam despriorizados no CACD 2019.

Independente das mudanças que vem (ou não) por aí é fundamental manter o foco nas línguas estrangeiras.

 

 

7. Volta da bibliografia sugerida?

O que muda no concurso se voltarmos a ter aquela bibliografia oficial para o CACD?

Esse é um ponto menos relevante e de menor valor prático para o candidato. Como já tratamos aqui no Blog do Clipping, nunca houve grande sentido prático em seguir a bibliografia oficial sugerida pelo próprio Itamaraty. Afinal, o foco sempre foi a bibliografia “oficiosa” e nunca a bibliografia “oficial”!

 

💡 

A bibliografia oficiosa indicada pelo Clipping é revisada periodicamente, de acordo com as tendências de mudanças observadas pelas bancas e o lançamento obras de relevo.

Por exemplo, as páginas 77 a 144 da obra recente de Rubens Ricupero “A diplomacia na construção do Brasil” passou a constar como leitura complementar. Essa referência introduzida recentemente visa complementar as leituras básicas, como o capítulo “O Brasil no Mundo” da História do Brasil Nação, também de Ricupero, e o clássico “A Interiorização da metrópole”, de Maria Odila Dias.

Essas 2 últimas leituras estão na semana 3 de História do Brasil na aba Bibliografia e constam com roteiro de leituras com resumo dos pontos mais importantes a serem fichados nessas obras. [acesso à bibliografia indicada e roteiros restrito a assinantes do Clipping aqui…]

 

É difícil imaginar que fosse diferente agora…

Ainda que houvesse uma bibliografia sugerida pelo Itamaraty, pela complexidade do certame, ela não seria exaustiva. 

Curiosamente, de todas essas mudanças recentes a que mais repercutiu foi a reintrodução da bibliografia recomendada que existia tradicionalmente mas que havia sido retirada temporariamente na gestão do Embaixador João Almino, durante a gestão do Chanceler Luiz Felipe Lampreia.

 

 

Quando a bibliografia oficial foi retirada na gestão do Embaixador Georges Lamazière a polêmica passou a ser o porquê. À época, questionado sobre isso, o Cespe, de acordo com essa matéria do Correio Braziliense, teria justificado que

A bibliografia não é colocada nos editais porque pode ferir a isonomia dos candidatos ao propor livros que, às vezes, são difíceis de ser adquiridos por estudantes de baixa renda.

Bom, o único consenso que há em torno dessa história de bibliografia oficial é que a questão da recomendação de bibliografia oficial ou da não-recomendação de bibliografia oficial é um infindável debate mais teórico de poucas implicações práticas para os candidatos.

Ou seja: uma improvável volta da bibliografia indicada pelo Cespe não significa uma mudança estrutural no CACD.

 

8. (Re)estudar tudo com novas referências?

A estrutura do conteúdo cobrado pode mudar?

Ah Clipping, tudo que estudei até hoje não vai mais servir para o próximo CACD?

Embora boa parte dos candidatos, sobretudo os mais experientes, consigam identificar com facilidade o que é piada e o que não é, tem rolado muita desinformação no sentido de que será necessário (re)estudar todo o conteúdo de História, Economia, etc.

Não há a mínima razão para temer que eventuais mudanças no CACD significariam um reset na preparação.

Com relação às provas discursivas, será preciso adequações de tom e a linguagem para que os dados e argumentos apresentados estejam alinhados com o discurso oficial do Itamaraty.

As provas discursivas avaliam essa sutil habilidade dos candidatos de exporem fatos e argumentos em consonância com o discurso oficial do Itamaraty.  Essa é uma das dimensões mais sutis da preparação para o CACD. É preciso entender como se apropriar do conteúdo estudado e colocá-lo em termos que estejam alinhados com o discurso oficial do Itamaraty.

Isso é algo que sempre foi fundamental no CACD com mudanças de governo, sobretudo em Política Internacional.

Assim que o governo assumir e delimitar as novas prioridades, será possível demarcar as divergências e as alterações no discurso oficial. Pensar em abstrato agora sobre como mudará e o que não mudará em termos de discurso oficial é um exercício interessante para qualquer apaixonado com o mundo da diplomacia, mas de pouco valor prático no que se refere à preparação para o CACD.

Uma sugestão que viemos fazendo aos candidatos que estudam os Discursos Oficiais pelo Clipping é que continuem o fazendo normalmente, enfatizando não só o posicionamento do governo brasileiro sobre os temas, mas também o período em que foi proferido. Dessa forma, em casos de mudanças de posicionamento, o candidato pode ter uma visão “antes” e “depois” do atual governo.

Aguardemos…

9. Mudanças com a nova Diretora do IRBr?

Para finalizar o artigo aqui no Blog, é preciso recordar um fato que não repercutiu como deveria e passou despercebido no correr da Terceira Fase do CACD 2018 foi a recente troca de cadeiras na Direção do Instituto Rio Branco com a nomeação da nova Diretora do Instituto Rio Branco.

Ah, então finalmente teremos a primeira mulher à frente da direção do Instituto Rio Branco, certo?

Errado.

De 1987 a 1991 esteve à frente do Instituto Rio Branco a Embaixadora Thereza Quintella. A Embaixadora Gisela Padovan é a segunda mulher no cargo de Diretora do Instituto Rio Branco desde sua fundação, em 1945. Dos 19 Diretores que o IRBr teve até hoje, 17 foram homens e 2 mulheres. Aliás, coincidentemente, a Embaixadora Padovan ingressou como aluna no Instituto Rio Branco justamente no mandado da Embaixadora Thereza Quintella.

A trajetória profissional da nova Diretora do Instituto Rio Branco, vale um artigo à parte aqui no Blog. Como candidata, sua trajetória é não menos inspiradora e foi recentemente contada no âmbito da campanha #Maismulheresdiplomatas, do Itamaraty.

É possível que tenhamos mudanças para o CACD 2019 com a Embaixadora Gisela Padovan à frente do Instituto Rio Branco?

Aguardemos…

 

10. Conclusões

Concluindo tudo o que falamos aqui no post:

  • CACD ocorre desde 1946, não há razão alguma para não ocorrer em  2019;
  • Há muito mais continuidade do que mudança no CACD. Quando há mudanças elas não guardam relação direta e imediata com a troca de governos ou Chanceleres;
  • Os elementos de mudança aparecem geralmente de forma sutil e não acompanhando estritamente o compasso das mudanças políticas, de governo ou de Chanceler.
  • As mudanças pelas quais o CACD passou recentemente não comprometem a estrutura do concurso.
  • Não há que se falar em dar um “reset” na preparação.

Quais são suas conclusões sobre esse artigo? Deixe aqui abaixo um comment e ajude a gente a levar essa discussão adiante. Vale compartilhar com os amigos interessados no CACD pelos grupos do Facebook.


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