O primeiro embaixador negro e o racismo na diplomacia

  • André Bernardo
    André Bernardo
    02/09/2021 . min de leitura
Foto de Raymundo Souza Dantas de camisa social em seu escritório

Especialistas debatem a presença de afrodescendentes no Ministério das Relações Exteriores

O dia 14 de abril de 1961 entrou para a história da diplomacia brasileira. Há 60 anos, Raymundo Souza Dantas (1923-2002) foi nomeado embaixador pelo presidente da República Jânio Quadros (1917-1992). Apenas mais uma entre tantas nomeações, dirão alguns. Nada disso. O jornalista e escritor sergipano foi o primeiro negro a ocupar um posto de embaixador do Brasil. Sua nomeação como representante da embaixada em Gana, a primeira do país em continente africano, suscitou polêmica. “Ele sofreu racismo de políticos, jornalistas e diplomatas brasileiros. Não foram todos. Existiram políticos, jornalistas e diplomatas que compreenderam a importância de se modificar algo que era percebido como intransponível e como exemplo de racismo na sociedade brasileira”, afirma o historiador Fábio Koifman, doutor em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professor de História e Relações Internacionais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). 

Autor de Raymundo Souza Dantas: O Primeiro Embaixador Brasileiro Negro (2021), Koifman explica que a primeira vez em que se deparou com seu “biografado” foi em 1997 quando pesquisava a vida de outro Souza Dantas, o carioca Luiz Martins (1876-1954), embaixador do Brasil na França entre 1922 e 1942. Sua dissertação de mestrado sobre Luiz Martins, apresentada em 2001, virou livro, Quixote nas Trevas: O Embaixador Souza Dantas e Os Refugiados do Nazismo (2002), e filme, Querido Embaixador (2017), de Luiz Fernando Goulart. “Entre 1997 e 2018, tentei convencer alguém a escrever a respeito de Raymundo. Achava o personagem interessante. Uns diziam que ele não era ligado ao movimento negro (o que não é totalmente verdade). Outros que tinha sido comunista (saiu do partido antes de 1949). Raymundo era um livre pensador. Isso incomoda as pessoas. Como ninguém escreveu, eu escrevi”. 

Raymundo de Souza Dantas em frente ao Itamaraty em um dia de muitas nuvens

Ao pesquisar sobre a vida e obra de Souza Dantas, Koifman se espantou ao constatar que sua nomeação ainda não tinha sido devidamente estudada. Nem a dura campanha que sofreu ao ter seu nome indicado investigada. De tudo o que pesquisou em jornais e revistas da época, entre outras fontes bibliográficas, porém, o que mais lhe chamou a atenção foi como alguns rumores acabaram se transformando em “verdades”. O mais impressionante deles é a ideia de que o então presidente de Gana, Kwame Nkrumah (1909-1972), teria ficado “muito irritado” com a nomeação de um embaixador brasileiro negro. Tão “irritado” que, por essa razão, teria demorado três meses para receber as credenciais do novo embaixador. “Essa situação não ocorreu”, esclarece o historiador, “mas se prestou, por muito tempo, como ‘evidência’ de que a nomeação de um brasileiro negro como embaixador teria desagradado ‘até mesmo’ os africanos”. A tal “demora”, a propósito, não foi de três meses e, sim, de oito dias. 

Souza Dantas não foi o único alvo de ataques. Jânio Quadros também não escapou ileso. “Foi criticado tanto pela oposição quanto por seus correligionários. Em alguns casos, o ataque a Raymundo aparentemente ocorreu como forma de desqualificar o presidente”, completa Koifman. À época, o presidente da República nomeou, além de Raymundo Souza Dantas para a embaixada em Gana, o escritor capixaba Rubem Braga (1913-1990) para Marrocos e o pintor pernambucano Cícero Dias (1907-2003) para Tunísia. Nenhuma outra nomeação, porém, gerou tanta controvérsia quanto a de Raymundo. Não bastasse não ser diplomata de carreira, ainda era negro, de origem pobre e analfabeto até os 18 anos. “O senso comum dos membros racistas e intolerantes da elite brasileira era de que embaixador ‘evidentemente’ não era posto para alguém de outro ‘nível social’ e, ‘ainda por cima’, negro”. 

Raymundo de Souza Dantas conversando em um sofá com Jânio Quadros
Raymundo Souza Danta e Jânio Quadros

Drama ou conquista?

Raymundo Souza Dantas nasceu no município de Estância, a 66 quilômetros de Aracaju (SE), no dia 11 de fevereiro de 1923. Filho de um pintor de paredes, Reis Café Souza Dantas, e de uma lavadeira, Porfíria Conceição Dantas, ambos analfabetos, Raymundo aprendeu a ler e a escrever por conta própria. Ainda criança, teve que abandonar os estudos para trabalhar como entregador de embrulhos de uma casa comercial. Para ajudar no sustento de casa, foi aprendiz de ferreiro, marceneiro e tipógrafo. Quando completou 18 anos, mudou-se para o Rio. Na capital federal, arranjou trabalho como vendedor de uma barraca de frutas. Mas, como não sabia fazer contas, logo foi mandado embora. Pouco depois, recebeu um convite do jornalista sergipano Joel Silveira (1918-2007) e passou a trabalhar como contínuo da revista carioca Diretrizes (1938-1944), de propriedade de Samuel Wainer (1910-1980). Como jornalista, trabalhou em diversas publicações, como A Noite, Diário Carioca e O Cruzeiro, e dividiu páginas com a escritora Clarice Lispector (1920-1977) e o crítico literário Antônio Cândido (1918-2017)

Como escritor, Souza Dantas publicou sete livros, desde o romance Sete Palmos de Terra (1944) até o diário África Difícil (1965). Alguns trechos de seu último título, o autobiográfico África Difícil, dão uma ideia dos apuros que viveu em Gana. No dia 19 de fevereiro de 1963, desabafou: “Não passa de drama o que todos consideram conquista: ser embaixador”. E prossegue: “Repito não desejar ocupar-me das decepções que tenho sofrido, de parte daqueles que, talvez por ser eu o embaixador, procuram criar toda espécie de obstáculos em meu caminho, dificultando ainda mais o desempenho de funções que já são difíceis por natureza. O período, porém, que prometi a mim mesmo permanecer no posto eu o cumprirei – haja o que houver. Sei que não conto com quem quer que seja, no Brasil, que no Itamarati não tenho cobertura, que o Presidente da República nem se lembra de suas missões em África, que ninguém nos atribui importância. Diante desse lamentável panorama, por que teimar em permanecer?”. 

Perrengues na África

O diário que escreveu durante o período em que serviu em Acra, a capital de Gana, tornou-se objeto de estudo da historiadora Mariana Schlickmann, doutora em História pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). “Me chamou a atenção sua dor e sofrimento. Foi doloroso ter que representar a ‘democracia racial’ do Brasil sofrendo ao mesmo tempo com o racismo de seus pares. O Itaramaty, muitas vezes, agia como se a embaixada e o embaixador não existissem”, observa. No artigo África Difícil: A Primeira Missão Diplomática Brasileira ao Sul do Continente Africano Através do Diário de Raymundo de Souza Dantas (2019), ela descreve um dos primeiros apuros que Raymundo viveu em Gana. Por meses, o embaixador teve que morar em hotéis, sem residência fixa, porque o secretário Sérgio Corrêa de Lago se sentiu ofendido por ter um chefe negro e se recusou a deixar a residência oficial da embaixada. Noutra ocasião, chegou a indagar ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) porque seus telegramas demoravam tanto a serem respondidos. Um deles, por exemplo, levou cinco longos meses para obter uma resposta. “Souza Dantas reagiu com inteligência e estratégia, creio”, afirma Schlickmann. “Mostrou sua capacidade e que estava apto ao cargo, evitou bater de frente quando sabia que ia perder e publicou seu diário, em tom de denúncia, logo após encerrar sua missão diplomática”. 

Raymundo de Souza Dantas na África

Em outro trecho do diário, Souza Dantas escreveu: “Felizmente, nem tudo é motivo de amargura. Recebo carta do Brasil, dando notícia dos estudos de meu filho Roberto. Foi um conforto, nesta manhã depressiva. Que Deus o ajude e, por outro lado, lhe tire da cabeça a ideia de ingressar na carreira diplomática. Sei o que sofrerá, por ser negro…”, revelou o embaixador. O filho a que Souza Dantas se refere é o primogênito dos três que teve com Ideline Botelho Souza Dantas. Roberto, então com 14 anos, morou em Gana de setembro de 1961 a agosto de 1962 quando uma de suas irmãs contraiu malária e, por recomendações médicas, a família retornou ao Brasil. Dos 11 meses em que viveu na África, não se esquece dos dias em que conheceu o cosmonauta soviético Iuri Gagarin (1934-1968) e o cantor norte-americano Louis Armstrong (1901-1971). “Meu pai não me incentivou a seguir a carreira. Não queria que eu fosse diplomata. Quando disse que seria professor de Educação Física, deu todo o apoio”, recorda Roberto, hoje com 74 anos. “Papai sofreu boicote do próprio Itamaraty. Ficou tão chateado que, por vezes, pensou em abandonar a embaixada e voltar ao Brasil”. 

Sonho de criança

Em 2010, quase 50 anos depois da nomeação de Souza Dantas, Benedicto Fonseca Filho também escreveu seu nome na história do Ministério das Relações Exteriores (MRE) ao chegar a ministro de primeira classe, o cargo mais alto da diplomacia. Aos 47 anos, ele se tornou o primeiro embaixador negro de carreira do Brasil. Ele tinha nove anos quando, em 1972, seu pai, agente de portaria do Itamaraty, foi transferido para Praga, capital da antiga Tchecoslováquia, por três anos. “O desejo de ser diplomata surgiu, efetivamente, na infância”, recorda o atual cônsul-geral em Boston. “As possibilidades de, ainda pequeno, conhecer outras culturas, morar no exterior e estudar em escolas estrangeiras foram decisivas”. Formado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB), fez o curso de preparação – coordenado pelo embaixador Nuno D’Oliveira – e foi aprovado, logo em sua primeira tentativa, no concurso do Instituto Rio Branco. “A partir daquela época, graças a Deus, todas as circunstâncias ‘conspiraram’ para a realização, sem maiores sobressaltos, desse objetivo”. 

Fonseca Filho ingressou no Itamaraty em 1985, aos 22 anos. Na lista dos aprovados, ficou em segundo lugar. Desde então, serviu na Argentina e em Israel, realizou missões em Gana e em Cabo Verde e integrou a Missão do Brasil junto às Nações Unidas, em Nova Iorque. Na primeira vez em que foi à ONU em 2004, um colega do Caribe confidenciou que era a primeira vez que via um diplomata negro na delegação brasileira. “It’s the first time ever, ever. We are proud!”, disse. “Em todos os países em que já estive, a trabalho ou a passeio, identifiquei pessoas que alimentavam preconceito, de raça ou de outra natureza, e outras, não. O mesmo ocorre em relação a ambientes de estudo e de trabalho, no Brasil e em todo o mundo”, explica Fonseca Filho. “Ou seja, há problemas reais, que causam muita dor e sofrimento, e que precisam ser enfrentados, mas é preciso evitar generalizações (sob pena de perder possíveis aliados) e conclusões apressadas”. 

Sociedade excludente

Em 1985, quando Fonseca Filho ingressou no Itamaraty, a instituição ainda não tinha implantado seu Programa de Ação Afirmativa (PAA). Criado em 2002, o benefício, batizado de “Bolsa-Prêmio de Vocação para a Diplomacia”, concede bolsas de estudo no valor de R$ 25 mil a candidatos negros. O valor da bolsa, pago em dez parcelas mensais, deverá ser investido na compra de material didático e no pagamento de cursos preparatórios para o concurso de admissão à carreira de diplomata e de professores particulares. “Precisamos ter um conjunto de diplomatas – temos poucos – que sejam o reflexo da nossa sociedade, que é multicolorida, e não tem cabimento que ela seja representada pelo mundo afora como se fosse uma sociedade branca, porque não é”, declarou o então presidente da República Fernando Henrique Cardoso, durante discurso na cerimônia de entrega do Prêmio Nacional de Direitos Humanos no Palácio do Planalto, em 2001. 

Quase uma década depois, o Instituto Rio Branco, responsável pela seleção e treinamento dos diplomatas brasileiros, adotou, em 2011, o sistema de cotas na primeira fase do concurso. Essa iniciativa sofreu alteração em 2014 quando o governo federal, através da Lei nº 12.990, passou a reservar 20% das vagas oferecidas em concursos públicos para pessoas negras. Por intermédio de sua assessoria de comunicação, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou que, no período de 2002 a 2014, 20 candidatos foram beneficiados com a “Bolsa-Prêmio de Vocação para a Diplomacia” e que, no período de 2014 a 2020, 32 candidatos foram aprovados no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata – 27 em vagas reservadas nos termos da Lei nº 12.990/2014 e cinco nas vagas destinadas à ampla concorrência. 

Ainda segundo sua assessoria, o ministério declara que conta, atualmente, com 1.537 diplomatas, mas não dispõe do número de negros na carreira diplomática, “visto não ser solicitado aos servidores que declarem etnia quando de seu ingresso no órgão”. Doutora em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e autora do artigo Da Exclusão à Inclusão Consentida: Negros e Mulheres na Diplomacia Brasileira (2018), a socióloga Karla Gobo lamenta a falta de dados oficiais. “Trabalhamos com uma estimativa porque nem o Ministério coleta essa informação”, afirma. “Além de não ser precisa, sequer sabemos se esse dado está considerando todo o grupo não-branco, que inclui negros e pardos, ou apenas negros”. Para Gobo, ter 4% de diplomatas negros num país com uma população não-branca de aproximadamente 54% é vergonhoso. “O Itamaraty é um bom exercício para os negacionistas brasileiros. Não é preciso ser gênio da matemática para notar o quão excludente é a sociedade brasileira”. 

Desconstruindo o racismo

O diplomata Jackson Luiz Lima Oliveira é o primeiro a admitir que, se não fosse o Programa de Ação Afirmativa (PAA), não teria conseguido realizar o sonho de ingressar no Ministério das Relações Exteriores (MRE). “Sem o dinheiro da bolsa, seria impossível”, afirma. Filho de pai carteiro e mãe professora, esse baiano de Santo Antônio de Jesus, município a 187 quilômetros de Salvador, entrou para o Itamaraty em 2008, depois de tentar duas vezes: na primeira, foi reprovado por dois décimos; na segunda, passou na primeira e segunda etapas, mas foi reprovado na terceira. Em sua terceira tentativa, ganhou bolsa. Com o auxílio, pagou cursos, livros e professores. Para ser aprovado no concurso, que exige fluência em inglês, francês e espanhol, estudou uma média de 12 horas por dia, sem direito a Natal, Réveillon ou Carnaval. A seleção é considerada uma das mais difíceis do país. São, em média, 5 mil candidatos para 30 vagas. Em 2011, a proporção chegou a 450 candidatos por vaga. “Meu sonho ficou na gaveta por 20 anos. Só consegui me tornar diplomata aos 38. A maioria dos meus colegas, brancos, tem entre 24 e 28. Isso vai impactar na minha carreira. A possibilidade de eu chegar a embaixador é praticamente zero”, explica. 

Formado em Letras pela Universidade Católica de Salvador, concluiu dois mestrados: um em Diplomacia pelo Instituto Rio Branco (2011) e outro em Ciência Política pela Universidade de Brasília (2018). Em Negros e Diplomacia: Presença de Afrodescentes no Itamaraty (2011), procurou comparar a trajetória de dois países de passado escravocrata, os EUA e o Brasil, na construção de políticas públicas. Enquanto os EUA seguiram o caminho da Jim Crow Law – a lei do “separado, mas igual” –, o Brasil enveredou pela trilha da democracia racial. Nos EUA, país onde os negros, dependendo do Estado, correspondem de 15% a 18% da população, eles têm uma representatividade de 20% no Departamento de Estado. Inclusive, dois ex-ministros de Estado eram negros: Condoleezza Rice e Colin Powell. No Brasil, onde cerca de 52% da população é negra, a representatividade no Itamaraty não passa de 3,7%. “Antes do Programa de Ação Afirmativa, tínhamos de 10 a 12 negros no Itamaraty. Depois, passamos a ter 60. É um incremento de quase 500%. Em termos absolutos, aumentou muito. Mas, em termos relativos, ainda é um percentual irrisório. Ou seja, ainda temos um longo caminho pela frente”. 

No Itamaraty, Jackson Lima já serviu no Zâmbia, onde ficou de 2010 a 2012, e na Nigéria, de 2017 a 2020. Quando assumiu sua missão no Zâmbia, acostumou-se a responder perguntas do tipo: “Você é brasileiro?”, “É diplomata?” e “Há diplomatas negros no Brasil?”. Não por acaso, ganhou o apelido de “my fellow boss”, dado pelos funcionários locais. Hoje, ele representa o Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington (EUA). “Institucionalmente, até agora não senti nenhum tipo de preconceito. Nem direto, porque me discriminaram. Nem velado, porque não fui promovido”, afirma. Para Jackson Lima, programas de ações afirmativas são importantes por dois motivos: primeiro, reparação histórica; segundo, construção da diversidade. “Precisamos descontruir o lugar do negro na sociedade brasileira. Por diversas vezes, já aconteceu de eu estar na frente de um hotel ou de um restaurante caro e alguém pedir para eu estacionar o carro dele ou, então, chamar um táxi. A isso, damos o nome de naturalização do racismo. Eles naturalizaram que negros bem-vestidos em lugares caros estão prestando serviços e não usufruindo deles. Temos que desconstruir o racismo, seja simbólico, seja estrutural”. 


  • André Bernardo
    André Bernardo

    André Bernardo é jornalista. Aficcionado por cinema, literatura e música produziu conteúdo para mais de 80 jornais, como Zero Hora, Correio Braziliense e Diário de Pernambuco. Colabora para sites, como BBC Brasil, VICE e UOL, e revistas, como Superinteressante, MONET e Galileu. É autor do livro "A Seguir, Cenas do Próximo Capítulo (Panda Books)", sobre teledramaturgia brasileira.


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André Bernardo é jornalista. Aficcionado por cinema, literatura e música produziu conteúdo para mais de 80 jornais, como Zero Hora, Correio Braziliense e Diário de Pernambuco. Colabora para sites, como BBC Brasil, VICE e UOL, e revistas, como Superinteressante, MONET e Galileu. É autor do livro "A Seguir, Cenas do Próximo Capítulo (Panda Books)", sobre teledramaturgia brasileira.

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