Técnicas de memorização: as 8 melhores!

  • Pedro Soares
    Pedro Soares
    21/07/2020 . min de leitura
Técnicas de memorização

O bom proveito das horas de estudo é fundamental para aquelas pessoas que precisam estudar para diversas provas ao mesmo tempo. 

Essa produtividade tem um grande desafio a ser superado: guardar grande quantidade de informações com eficiência. 

Mesmo com uma rotina bem organizada, a quantidade de material para ser estudado encontra um inimigo perigoso: a curva do esquecimento. Mas, algumas técnicas de memorização podem ajudar a superar esse desafio. 

Mas, afinal, quais são as melhores? Como guardar todas as informações necessárias para um estudo eficiente com produtividade e praticidade? 

Você encontrará essas respostas neste texto! Mas, antes. É preciso que você guarde algumas informações importantes te ajudarão a entender melhor o seu processo de aprendizagem. 

Nesse post, você encontra as seguintes seções:

O que é curva do esquecimento?

Memorizar e decorar: qual a diferença?

Quais são as 8 melhores técnicas de memorização?

  1. Leia mais de uma vez
  2. Escreva o que precisa lembrar
  3. Faça resumos
  4. Utilize mapas mentais
  5. Dê aula para si mesmo
  6. Use gravações
  7. Consuma outros conteúdos sobre a matéria
  8. Exercite o que aprendeu

Dicas bônus: e o seu corpo?

Tenha uma rotina de estudos

O que é curva do esquecimento?

Você pode até não conhecer esse termo, mas muito provavelmente em algum momento ela apareceu em sua vida. 

A curva do esquecimento é, na verdade, um processo que acontece em nosso cérebro, que “esquece” de determinada informação conforme os dias passam.

“Como assim?”

Digamos que você está no primeiro dia de estudos para uma prova. Nesse momento, você retém o máximo de informações que puder. 

Conforme os dias se passam e você não estuda mais aqueles tópicos, as informações tendem a ser esquecidas. 

Porém, se você revisar a mesma disciplina em outros dias e praticar exercícios, as informações irão fixar mais em sua mente. 

Esse processo já foi estudado por alguns pesquisadores, como o psicólogo alemão Hernann Ebbinghaus. Ele verificou os efeitos do tempo nessas informações que guardamos em nosso cérebro. 

A curva do esquecimento é ilustrada neste gráfico, que representa exatamente a retenção das informações em nosso cérebro com o passar dos dias. 

Portanto, a curva do esquecimento é um processo natural em nosso cérebro de não guardar mais as informações que não são usadas em nossa rotina ao longo dos tempos.

É fundamental que quem estuda para determinada prova saiba sobre esse efeito em seu cérebro para continuar praticando e retendo melhor as informações. 

Bom, deu para entender que uma rotina bem organizada e muita prática são os primeiros passos para a memorização, certo? 

Pronto para decorar as matérias? 

Se você está pronto para decorar algo, leia atentamente o próximo tópico. Você precisará. 

Memorizar e decorar: qual a diferença?

Decorar não é a melhor palavra para você usar nem a melhor tática para estudar. 

Mas, muita gente confunde, de fato, a famosa decoreba com memorização. Por isso, você precisa ter em mente que uma é melhor que a outra. 

Decorar, nada mais é do que guardar uma informação e a reproduzir automaticamente para usá-la muito objetivamente. 

Para entender, você se lembra das fórmulas de física? Bom, se alguma veio em sua mente, você sabe aplicá-la só quando precisa ou sabe explicar o seu uso?

Se você consegue contextualizar essa fórmula e o porquê ela é aplicada, você a memorizou. Agora, se você apenas sabe que ela é usada em determinada situação, a decorou.

“Mas, qual o problema? O importante é saber usar, não?”

Não é por aí. A decoreba fará você se esquecer dessa fórmula com o tempo. Por outra lado, se você a memorizar, dificilmente você se esquece daquilo que estudou.

Isso porque você entende sobre o que está lendo. Ao decorar, você pode cair em pegadinhas que fogem do contexto no qual sua mente guardou a informação. 

Portanto, mais do que guardar, é preciso entender o que você estuda. 

Não é fácil, é preciso dedicação e muito empenho, o mesmo que você deve ter em sua rotina de estudos. 

Mas, algumas técnicas farão você memorizar os conteúdos de maneira mais fácil. Quer ver? 

Quais são as 8 melhores técnicas de memorização?

Antes de mais nada, é preciso dizer que tudo depende de seu empenho. Não há fórmula mágica que fará seu desempenho melhor se você não se entregar de fato aos estudos. 

E tudo depende também de prática. Nenhuma das 8 técnicas de memorização que você lerá a seguir terá efeito sem prática. 

Então, se empenhe. Vamos lá?

1. Leia mais de uma vez

A leitura é parte essencial de qualquer estudo. Mas, não basta ler apenas uma vez. Algumas pesquisas indicam que a primeira leitura não é suficiente para aprender algo.

Sempre que ler, tente entender a leitura. Se isso não acontecer, retorne e leia novamente. Repita isso em outros dias. 

Essa prática ajuda a fixar o conteúdo na mente e entender melhor a informação no cérebro. Se preferir, faça isso em voz alta e explique para si mesmo o que entendeu.  

2. Escreva o que precisa lembrar

Fazer anotações – a mão – do que você deseja memorizar é uma dica bem eficiente. Realizar a escrita exige mais atividades do cérebro, ou seja, ele trabalha mais e melhor. 

É importante reforçar o fato de você fazer isso à moda antiga: na mão, com papel e caneta. Isso porque, se você fizer isso no computador, o processo de escrita será mais automático, portanto, um aprendizado mais superficial. 

3. Faça resumos

Resumos são ótimos amigos para o estudo. É uma prática em que você exercita o que aprendeu, com suas palavras, do conteúdo estudado. 

Faça isso aplicando a dica anterior, ou seja, a mão. Releia seus resumos nas revisões e retorne o material original para eventuais dúvidas. 

Os resumos precisam ser uma aula para si mesmo. Explique cada detalhe, faça associações completas de modo que, se fosse para explicar a alguém, a pessoa conseguiria aprender com facilidade. 

4. Utilize mapas mentais

Muito associado ao resumo, o mapa mental é eficiente porque se vale de informações visuais.

Com criatividade, você pode abusar de cores e outros elementos visuais para aprender determinado assunto. 

O mapa mental é feito com um tema central sendo ramificado por subtemas correlacionados. Eles são conectados por ligações. 

A mesma conexão você fará com os subtemas, criando uma expansão das ideias e sempre interligando cada termo que tiver alguma relação. 

Isso criará “caminhos” até o tema central. Para cada tipo de ligação, associe a uma cor. Ou, para cada tipo de informação. 

As informações visuais serão mais uma maneira de seu cérebro guardar determinado assunto. Sem falar que, quanto mais abrangente seu mapa for, mais completo ele será, podendo, inclusive, incluir outras matérias. 

Se você for bom de desenho, abuse ainda mais da criatividade. O importante é você ter uma ferramenta completa para o aprendizado.

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Exemplo de mapa mental

5. Dê aula para si mesmo

Só sabe ensinar quem realmente aprendeu, certo? Ou seja, quem memoriza todas as informações de maneira eficiente. 

Na verdade, a prática de ensinar a si mesmo fará com que você se questione sobre determinados assuntos e procurará por novas informações, dando ainda mais força à memorização. 

Se você acreditar que não funciona consigo mesmo, faça isso com algum amigo que está no início dos estudos. O importante é que você pratique essas informações em seu cérebro e fortaleça a memorização. 

6. Use gravações

Esse método para memorizar é muito usado e tem eficiência. Você estuda, grava o que entendeu e na hora de revisar e, depois, escuta as gravações. 

Você estimula o cérebro a guardar as informações por meio do som. Isso funciona para elementos visuais, como já leu ainda há pouco, e também com os meios auditivos. 

Vale também gravar videoaulas que você assiste. Grave e escute depois. 

“Posso usar podcasts?” 

Claro! Aliás, esse é o gancho perfeito para o nosso próximo método. 

7. Consuma outros conteúdos sobre a matéria

Podcasts, filmes, livros e até mesmo histórias em quadrinhos. Existem diversas maneiras de aprender que não seja só o convencional. 

Assistir a um filme que trata do tema que você está estudando, por exemplo, faz com que você veja a matéria sobre um outro ponto de vista. 

Sem dizer que filme e outros meios são mais leves e você pode fazer isso de maneira mais relaxada – e quando falamos “relaxada”, não significa desleixada. Mas sim, sem uma pressão que a hora do estudo requer. 

Livros e HQs também são dois modos de fazer isso de forma mais tranquila. Aliás, os quadrinhos podem ajudar com a associação visual. Você se lembra que leu por aqui que elementos visuais são ótimos para memorizar, certo?

A dica não vale apenas para esses três meios. Você pode assistir a uma videoaula, mas com certeza sua mente associará ao empenho do dia normal. E deve ser assim mesmo. 

Mas a ideia desse método é que você faça isso de maneira mais tranquila e associada ao lazer. 

8. Exercite o que aprendeu

Nada é aprendido de verdade se não houver prática. Por isso, pratique usando provas antigas ou similares às que você irá fazer.

E não precisa ficar preso às provas. Pode fazer quizzes e palavras-cruzadas, aliás, elas são ótimas dicas para realizar a memorização de maneira leve e até divertida. 

Tente fazer esse método com todas as matérias que você estudar, promovendo a interdisciplinaridade. Esse é um jeito muito bom para aprender e correlacionar as matérias, o que facilita a sua memorização e aprendizado.  

Praticando exercícios, sua mente será mais ativa e terá mais facilidade em assimilar as informações na hora da prova. 

Dicas bônus: e o seu corpo?

Todas essas técnicas de memorização que você aprendeu agora farão muita diferença na hora da prova.

Mas, algumas outras dicas te ajudarão a se cuidar e ter um corpo (e mente) sadios para que o aprendizado possa ser ainda mais eficiente. 

Por isso, as dicas bônus que você terá não estão diretamente relacionadas ao estudo, mas ao seu corpo. E não descuide dele! Nunca!

Descanse

A gente tende a acreditar que quanto mais tempo passa na frente de livros e matérias de estudo, mais a gente aprende. Mas, não é bem assim.

Os momentos de descanso não são horas em vão. Elas servem para que sua mente assimile melhor o que aprendeu. Sem dizer que é uma “respirada” importante para que, ao longo do dia, você não se canse cedo demais. 

Por isso, respeite as pausas, seus melhores horários e os sinais que seu corpo der para um descanso. 

Faça exercícios físicos

Essa dica é para garantir que você seja sadio e não se preocupe com doenças ou outras mazelas que possa incomodar a sua produtividade. 

Mas não só: atividades físicas dão a sensação de bem-estar, o que melhora o seu rendimento ao longo do dia. 

Reserve um tempo em sua rotina de estudos para se exercitar, desde pequenas corridas ou caminhadas a até mesmo yoga ou meditação. 

Alimente-se bem

A alimentação é parte fundamental de nossa saúde. É claro que você não encontrará aqui uma cartilha de nutrição, mas é determinante que você passe o dia bem alimentado e que consuma alimentos saudáveis. 

Ainda nesse mesmo tema, lembre-se da hidratação. Falar da importância da água no corpo é “chover no molhado” (e um péssimo trocadilho, mas não deixa de ser verdade).

Durma

Cada pessoa tem o seu próprio ritmo, ditado pelo nosso organismo e pela nossa rotina. O importante é reconhecer isso, mas, ainda assim, ter suas boas horas de sono. 

Pode ser seis horas, oito, ou dez. Quem dirá isso é você mesmo. O importante é ter uma boa noite de sono para não apenas descansar, mas poder criar energia para um novo dia de estudo e deixar o cérebro zero para novos estudos e memorizar novas informações. 

Tenha uma rotina de estudos 

Mais do que uma nova dica de técnicas de memorização, essa aqui é uma sugestão para que você tenha sucesso nos estudos e naquela prova ou concurso que sonha em passar. 

Ao longo desse texto, você percebeu que é possível memorizar os estudos, sem precisar decorar nada e evitar as consequências da curva do esquecimento. 

Mas, sem uma boa rotina de estudos, organizada e que respeite todo a sua jornada ao longo do dia, de nada valerá essas dicas que leu aqui.

Por isso, que tal seis dicas práticas de fazer uma rotina de estudos? Você verá que é possível, de forma bem eficaz, de criar uma jornada de aprendizagem que respeite todos os desafios em se estudar!

Fala pra gente, o que achou das nossas dicas? Você utiliza alguma outra que não abordamos por aqui? Deixe seu comentário e compartilhe esse conteúdo com os amigos!


  • Pedro Soares
    Pedro Soares

    Pedro é estudante de Administração e atua nos times de Marketing e Comercial do Clipping!


Pedro Soares
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Pedro é estudante de Administração e atua nos times de Marketing e Comercial do Clipping!