Bibliografia CACD: Tudo o que você precisar saber

  • Clipping
    15/02/2019 . 8 min de leitura
como estudar com a bibliografia do cacd

Onde encontrar a bibliografia do CACD?

Para vários candidatos que iniciam sua preparação essa é uma das primeira perguntas que ocorrem. No entanto, será a pergunta certa a se fazer?  Entre saber a bibliografia indicada e saber estudar a bibliografia do jeito certo há muito mais coisas do que julga nossa vã filosofia.

Vamos ver nesse artigo:

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… Ou partir para a versão texto abaixo.

1. O que é a Bibliografia CACD?

A Bibliografia CACD é a bibliografia indicada para a preparação para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD). Trata-de de um conjunto de leituras usado pelos candidatos a diplomata para estudar para o CACD de forma abrangente e pragmática.

É importante compreender que não há uma bibliografia oficial para o CACD. Desde 2010, o Itamaraty não tem mais uma bibliografia oficialmente indicada para o concurso da diplomacia.

No entanto, se não há bibliografia oficial indicada pelo Itamaraty, há o que os candidatos chamam de “bibliografia oficiosa”, que é um conjunto mais ou menos uniforme de referências indicadas por candidatos já aprovados, professores e o próprio Clipping como um norte na preparação para o concurso.

Dessa forma, quando os CACDistas se referem à bibliografia indicada para o CACD eles estão se referindo à “bibliografia oficiosa”.

Há alguns pontos importantes a esclarecer sobre a bibliografia CACD.

1.1. A constante evolução da Bibliografia do CACD

Um primeiro ponto importante a reter sobre a Bibliografia indicada para a preparação para o CACD é que ela não é uma listagem estática de obras.

A bibliografia para o CACD é dinâmica e evolui ao longo do tempo com a evolução e as mudanças do concurso.

Obras novas entram no radar da banca, outras saem e dão lugar a obras mais pragmáticas. Algumas obras usadas no CACD 2018 já passaram ser substituídas pelos candidatos por obras mais pragmáticas e mais alinhadas com o as demandas da banca de 2019.

Fica a ressalva de que uma preparação assertiva para o CACD não prescinde desse acompanhamento da evolução da Bibliografia indicada e da sua dinâmica.

1.2. Ressalvas importantes sobre a bibliografia

Por último, é importante observarmos que a bibliografia indicada pelo Clipping CACD é uma curadoria que reune o que consideramos que são as indicações mais pragmáticas entre as diversas variações de bibliografias recomendadas dentro de uma lógica de direcionamento pragmático dos estudos.

No entanto, entender quais são as obras indicadas é só ponta do iceberg.como estudar com a bibliografia do cacd

Saber quais livros fazem parte da bibliografia do CACD é uma premissa para o início de uma preparação, mas é insuficiente para começar.

Explicamos melhor o porquê disso no próximo tópico…

2. Saber a bibliografia CACD não é saber o que estudar para o CACD

Vimos acima que entender quais são as obras indicadas é só a ponta do iceberg. E que ter acesso às obras indicadas não é o bastante para iniciar uma preparação assertiva e pragmática para o CACD.

 

Ah, Clipping, como assim? Não é pegar os livros e ler?

Não. Não é assim que funciona…

Ler é bem diferente de estudar.

Você já deve ter ouvido esse cliché em algum lugar. Então, há boa dose de verdade nele, sobretudo quando falamos no CACD, um concurso cuja estrutura é complexa e demanda uma preparação de longo fôlego.  

A lógica de preparação do CACD não é meramente sair lendo uma pilha de livros indicados, mas sim usar estrategicamente trechos dessas obras para estudar tópicos do Edital de forma ordenada e coerente.

Mas, Clipping, então você está dizendo que ler obras na íntegra não é indicado?

Exatamente. Boa parte das obras da bibliografia não devem ser lidas na íntegra.

Dentro de uma mesma obra, alguns capítulos ou trechos de capítulos são desencorajados para cobrir certos tópicos do Edital; ao passo que outros trechos e capítulos outros são incontornáveis, de modo que o candidato deve não só ler como também produzir fichamentos sobre esses trechos, com a finalidade de estudar e fixar determinados tópicos do Edital.

A bibliografia do CACD deve estar inserida no âmbito de um planejamento de estudos que leve o candidato a cobrir todos os pontos do Edital.  Por essa razão, além de saber as obras indicadas, é preciso saber quais páginas estudar para cobrir tópicos do Edital.

Um exemplo para ficar mais claro:

O Processo de Independência, tópico 2 do conteúdo programático de História do Brasil, é um dos pontos mais cobrados tanto na prova objetiva quanto na prova discursiva de História do Brasil e que as páginas 115 a 153 do volume I da obra História do Brasil Nação são trechos incontornáveis para o estudo desse tema.

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Veja bem: já não estamos falando aqui mais em “que obra ler?” mas em “que trechos de determinada obra ler?” para estudar certo tópico do Edital.

Boa parte dos iniciantes nos estudos do CACD buscam a resposta para a pergunta errada. Na preparação para o CACD o importante não é saber “que obras ler?”, mas sim “que trechos dessas obras estudar para cobrir que tópicos do Edital?”

Esta é a lógica de preparação para o CACD:  não basta saber as obras, mas é preciso saber quais páginas das obras cobrem determinado ponto do Edital.

Vale lembrar que para cobrir um tópico do Edital de forma consistente é preciso recorrer há mais de uma obra. E que deve haver uma sequência do estudo dessas obras, já que algumas complementam pontos vistos em outras, algumas são leituras obrigatórias enquanto outras complementares, etc.

E então… isso é o bastante ?

Saber quais as obras a estudar e quais as páginas de cada obra estudar é o bastante?

Vamos entender isso melhor…

3. Ler páginas indicadas das obras da bibliografia CACD não é estudar

Indo mais fundo…

Não basta ler capítulos ou páginas dessas obras que cobrem cada ponto do Edital…

Como eu já dissemos

 ler é bem diferente do que estudar.

Para estudar é preciso entender como a banca cobra aquele capítulo na prova. 

Isso implica absorver informações daquele capítulo que você deve reter para acertar questões objetivas e, também, compreender quais conceitos você deve citar em uma prova escrita de terceira fase.

O CACD apresenta uma série de peculiaridades. Sua bibliografia não só é extensa como também possui muitas partes contraditórias entre si. Por isso, certas obras devem ser estudadas com bastante detalhamento, rigor e método.

Retomando o exemplo que demos anteriormente para explicar isso melhor:

Não basta saber que você deve ler as páginas 115 a 153 do volume I da obra História do Brasil Nação.

É importante entender saber que:

  • O candidato deve sintetizar com suas palavras como era a relação entre Inglaterra e Portugal no período da independência e entender o conceito de “eixo assimétrico, ao ler as páginas 116 a 118

 

  • Ao ler as páginas 119 a 121, deve resumir em poucas palavras qual foi o papel da Inglaterra na independência do Brasil;

 

  • Já ao ler a página 128, o candidato deve anotar a citação “a política externa da fase de pré-independência deve ser vista como expressão das relações internacionais no Brasil e não do Brasil” que  é um conceito de alto teor explicativo e que pode ser usado em uma prova discursiva em uma terceira fase

 E por aí vai… Pegou a ideia?

É importante que, além das páginas, você saiba que conceitos e informações priorizar em cada trecho.

Roteiro de Leitura

Deixamos  aqui para você  um exemplo de um desses roteiros de leitura detalhados que disponibilizamos na plataforma do Clipping.

Baixar Roteiro de Leitura



Ressalva importante para evitar mal entendidos…

Embora algumas obras não demandem esse nível de rigor e detalhamento do que deve ser estudado e anotado em cada página, em disciplinas como História do Brasil e Economia, é desejável.

4. Conclusão

Vimos então nesse artigo que há 3 níveis de orientações em um planejamento de estudos para o CACD quando falamos em bibliografia indicada. 

Para uma preparação consistente é preciso:

  • Saber as obras indicadas para estudar determinado tópico do Edital;
  • Saber quais páginas dessas obras devem ser estudadas e quais devem ser evitadas;
  • Saber exatamente que informações reter ao ler cada página.

É claro que esses pontos que vimos acima não esgotam todas as dimensões de uma preparação efetiva para o CACD.  Tem muito mais o que falar como: como fazer exercícios, como revisar a matéria, como estudar para as provas discursivas, e por aí vai.

Deixa aí um comentário no vídeo sobre qual é sua dúvida e qual deve ser o próximo artigo aqui do Blog, beleza?


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